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SÃO PAULO – A moeda norte-americana fechou em alta nesta terça-feira, influenciada principalmente pelo vencimento da dívida cambial do governo no próximo dia 15 de abril e pela confirmação de que a economia norte-americana está se recuperando.
A pressão de alta do dólar verificada nesta sessão pode ser explicada pelo vencimento da dívida pública atrelada ao dólar no valor de US$ 860 milhões, pois os detentores dos papéis da dívida, que será resgatada integralmente pelo Banco Central, desejam receber mais pelos mesmos.
Fed pode elevar juro dos EUA
Foi divulgado nesta terça-feira pelo Departamento do Comércio norte-americano um forte aumento nas vendas do varejo da ordem de 1,8% no mês de março, maior nível em um ano.
Desta maneira, os bons índices apresentados pela economia norte-americana intensificam a possibilidade de um aumento na taxa básica de juro dos Estados Unidos pelo Federal Reserve antes do previsto, o que daria suporte à recente recuperação do dólar.
Dólar fecha em alta
Neste sentido, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8910 na compra e R$ 2,8920
na venda, alta de 0,31% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9720, representando um ágio de 2,80%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,14% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,34%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.912,
alta de 0,31% em relação ao fechamento
de R$ 2.903
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em leve alta de 0,14%,
atingindo R$ 2.943 frente
à R$ 2.939 do fechamento de
segunda-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,94% para junho de 2004, alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 2,09%, alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.