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SÃO PAULO – Apesar da volatilidade vista nos mercados ao longo do dia, o dólar comercial manteve sólida sua trajetória de desvalorização, fechando esta sexta-feira (26) com forte queda de 1,20%, cotado na venda a R$ 1,809. Com isso, a moeda acumulou em fevereiro uma variação negativa de 4,13%, ante a alta de 8,37% vista em janeiro. Contudo, nesta última semana do mês, a divisa registrou valorização de 0,22%.
A apreciação mensal do real frente ao dólar pode colocar a moeda brasileira como a mais valorizada do mundo, segundo apura a agência Bloomberg, tendo em vista que o movimento do real em fevereiro mostra-se bem acima das outras moedas do planeta, colocando-o no posto de mais valorizada durante o segundo mês do ano.
EUA: PIB, indústria, confiança etc…
Na última sessão da semana, as atenções se voltaram para a agenda econômica norte-americana, com destaque para a segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do país, que apresentou no anualizado do quarto trimestre de 2009 uma expansão de 5,9%, surpreendendo as projeções dos analistas, que giravam em torno de 5,7%.
Ainda na principal economia do mundo, ganhou viés positivo a atividade industrial na região de Chicago, que durante o mês de janeiro atingiu 62,6 pontos, batendo as projeções de 59,7 pontos.
Contrabalanceando esses indicadores, a confiança do consumidor norte-americano recuou de 73,7 pontos para 73,6 pontos na passagem de janeiro para fevereiro, enquanto os mercados previam um avanço para 73,9 pontos. Já no mercado imobiliário, as vendas de casas usadas chegaram a 5,05 milhões em janeiro, aquém do projetado pelos analistas (5,5 milhões).
Brasil: indústria, compra de dólares e Meirelles
Na agenda doméstica, o único evento do dia era a divulgação da Sondagem Industrial da FGV (Fundação Getúlio Vargas), relativa a fevereiro deste ano. O relatório revelou no período o maior nível do ICI (Índice de Confiança da Indústria) desde dezembro de 2007: 115,8 pontos.
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Já o Banco Central do País realizou seus costumeiros leilões de compra de dólares no mercado à vista. Nesta sexta-feira, a operação ocorreu mais cedo do que o normal, tendo início 11h41 e terminando 11h51 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,8178.
Fechando as referências internas, o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles, disse que o fato de 2010 ser ano de eleições não significa que o Bacen não tomará medidas “impopulares”, sinalizando para uma possível alta no juro básico brasileiro na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), agendada para os dias 16 e 17 de março. Vale lembrar que, na última quarta-feira (24), o Banco Central optou por aumentar o depósito compulsório de 13,5% para 15%.
Dólar a R$ 1,809
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8070 na compra e R$ 1,8090 na venda, forte baixa de 1,20% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,9400, representando um ágio de 7,36% em relação ao dólar comercial.
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Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 4,13% em fevereiro, frente alta de 8,37% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,89%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março encerrou o dia cotado a R$ 1.811, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.824 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em forte baixa, atingindo R$ 1.818 frente R$ 1.837 do fechamento da véspera.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8022000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,29% para maio de 2010.