Dólar fecha com forte queda de 0,77% e interrompe sequência de quatro altas

Mantega desmentiu que estuda elevar IOF para taxar operações no exterior; intervenção do BaCen, IPCA e juro chinês em foco

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SÃO PAULO – Após quatro sessões consecutivas em alta, o dólar comercial fechou esta terça-feira (8) com forte desvalorização de 0,77%, sendo cotado na venda a R$ 1,667. A trajetória negativa ganhou forças durante a tarde apesar da dupla intervenção do Banco Central no câmbio. A negação por parte de Mantega sobre novas medidas para taxar operações no exterior, a inflação brasileira em janeiro e a nova elevação no juro básico chinês foram os destaques do dia. 

O BaCen executou nesta sessão dois leilões de compra de dólares no mercado à vista. A primeira operação ocorreu por volta das 12h40 (horário de Brasília), com taxa de corte aceita em R$ 1,6751. A segunda operação teve início às 15h50 e terminou às 15h55, com taxa de corte em R$ 1,6662. 

Inflação e Mantega
Na agenda doméstica, destaque para os índices de inflação. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma alta nos preços de 0,83% em janeiro e superou não só a inflação vista em dezembro (0,63%), mas também a mediana das projeções do último relatório Focus (+0,78%). O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) também mostraram aceleração na passagem de dezembro para janeiro.

Fechando as referências internas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio a público nesta sessão para desmentir que sua equipe econômica estuda elevar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para quem usa cartões de crédito no exterior. “Ninguém pensou em nada. Não sei quem falou nisso”, afirmou. 

China volta a elevar taxa de juro
No cenário internacional, destaque para o aumento da taxa básica de juro da China em 0,25 ponto percentual, levando a taxa referencial para crédito para 6,06% ao ano, ao passo em que a taxa de referência para depósitos ficou em 3,0% ao ano. 

Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, devido a nova medida do BC chinês, o dólar vai continuar a recuar ante as principais moedas rivais e o mercado de câmbio interno seguirá essa tendência. “Os investidores estão vendendo dólar para comprar yuan, para poder aplicar na China, onde o investimento se tornou ainda mais atrativo”, explica Galhardo.

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Dólar a R$ 1,677
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6650 na compra e R$ 1,6670 na venda, forte baixa de 0,77% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 0,42% em fevereiro, frente à alta de 0,47% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,05%.

Dólar futuro na BM&F e dólar pronto
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março opera cotado a R$ 1.673, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.686 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril também segue em baixa, atingindo R$ 1.685 frente à R$ 1.697 do fechamento de segunda-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$1,6755000.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,10 para abril de 2011, 0,04 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.