Dólar fecha com forte alta de 1,99%, devido ao pessimismo do mercado.

Moeda norte-americana fechou nesta quinta-feira cotada a R$ 2,66, refletindo a insegurança do mercado frente à divida pública

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SÃO PAULO – O dólar fechou novamente, nesta quinta-feira, com forte alta, como reflexo do temor que toma conta do mercado frente à capacidade do governo federal de rolar a dívida pública.

O BC tem fracassado em tentar alocar suas dívidas pós-fixadas (LFT) para prazos maiores, principalmente devido às projeções eleitorais. Os rumos da eleição têm causando insegurança no mercado em relação aos títulos com vencimento maior do que janeiro de 2003, e, com isso, os investidores estão comprando dólares, em busca de segurança e liquidez.


Além disso, a mudança imposta pelo BC sobre o método de calcular as cotas dos fundos DI, que causou uma considerável queda nas cotações, está preocupando ainda mais o mercado, que teme um grande volume de saques e, portanto, recorre ao dólar também em busca de liquidez e segurança.
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,6530 na compra e R$ 2,6600
na venda, forte alta de 1,99% em relação ao fechamento anterior. Esta é a cotação de fechamento mais alta desde 2 de novembro do ano passado. Já no mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,7370, representando um ágio de 3,17% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 5,85% em junho, frente
a alta de 6,39% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 14,90%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
encerrou o dia cotado a R$ 2.682,
forte alta de 1,94% em relação ao fechamento
de R$ 2.631
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em forte alta de 2,47%,
atingindo R$ 2.719 frente
a R$ 2.653 do fechamento de

ontem.

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