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SÃO PAULO – Em um dia marcado por poucos negócios e grande volatilidade no mercado de câmbio, a moeda norte-americana fechou em expressiva alta nesta segunda-feira, influenciada pela formação da Ptax, a cotação média diária do dólar, e a expectativa de alta no preço do petróleo.
Formação da Ptax impulsiona dólar
As fortes remessas de divisas, em um dia de baixa liquidez por causa do feriado de Memorial Day nos Estados Unidos e alguns paises da Europa, provocaram a forte alta da divisa nesta sessão. Alguns bancos pressionam as cotações para garantir uma Ptax elevada a ser usada na próxima terça-feira na liquidação dos contratos futuros.
Aliado a isso, destaque para os ataques terroristas na Arábia Saudita no final de semana, que também contribuíram para impulsionar a valorização do dólar na sessão, uma vez que o temor de novos ataques pode influenciar a disparada do preço do petróleo na retomada dos negócios.
Dólar fecha em forte alta
Neste sentido, o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,1880 na compra e R$ 3,1890
na venda, forte alta de 3,24% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1570, representando um deságio de 0,97%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 8,80% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 9,89%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 3.129,
forte alta de 1,43% em relação ao fechamento
de R$ 3.085
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte alta de 3,01%,
atingindo R$ 3.230 frente
à R$ 3.136 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,80% para setembro de 2004, alta de 0,25 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 4,00%, alta de 1,34 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.