Dólar estende perdas no final do dia e fecha na mínima desde 21 de agosto de 2008

Moeda caiu 1,2%, mesmo com três compras de dólares e um leilão de swap reverso feitos pelo BaCen; na semana, queda foi de 2,9%

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SÃO PAULO – Mesmo com diversas intervenções do Banco Central no mercado cambial, o dólar comercial cedeu ao otimismo trazido pelos dados de emprego dos EUA e pelo noticiário europeu e fechou esta sexta-feira (1) com queda de 1,16%, cotado na venda na mínima do dia, R$ 1,612, – seu menor patamar visto desde 21 de agosto de 2008, quando fechou a R$ 1,610. Com essa queda, a moeda fechou a semana com perdas de 2,89%, acumulando no ano desvalorização de 3,25%.

Assim como na véspera, o Banco Central realizou três leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A última intervenção foi realizada entre 15h31 e 15h36 (horário de Brasília), com taxa de corte aceita de R$ 1,6134. As outras operações ocorreram por volta das 11h30, quando foi comprado dólares a R$ 1,6206, e por volta das 12h30, quando o BC adquiriu a R$ 1,6197.

Além dessas três compras de dólares, a autoridade monetária brasileira também realizou um leilão de swap cambial reverso entre 11h30 e 12h00, com 80% dos contratos ofertados vendidos, num volume de US$ 1,18 bilhão.

Otimismo internacional
Contudo, essas intervenções do BaCen não foram capazes de amenizar a trajetória do dólar, que seguiu em declínio até os instantes finais de negociação, refletindo o bom humor instaurado no mercado nesta sexta-feira por conta do Relatório de Emprego dos EUA, que confirmou as expectativas e mostrou que o mercado de trabalho segue se recuperando.

Aliado a isso, vale mencionar também a boa recepção dos testes de estresse no setor financeiro irlandês e as captações feitas por Portugal, colaborando para o clima favorável no mercado europeu. Tudo isso acabou ofuscando eventos negativos, como os cortes dos ratings de Portugal e Irlanda, além do resultado abaixo do esperado da atividade industrial em março nos EUA.

Balança comercial soma superávit de US$ 3,2 bilhões em 2011
Fechando as referências desta sessão, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) divulgou os dados da balança comercial brasileira referente a março, período no qual foi registrado superávit de US$ 1,552 bilhão –  o maior resultado até então em 2011. Com esse resultado, o total de exportações feitas em 2011 supera o volume importado em US$ 3,173 bilhões.

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Dólar futuro na BM&F e dólar pronto
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio segue o dia cotado a R$ 1,623, baixa em relação ao fechamento de R$ 1,641 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera com forte queda, atingindo R$ 1,632 frente à cotação de R$ 1,654 do fechamento de quinta-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6112, queda em relação ao último fechamento, de R$ 1,631.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,00 para maio de 2011, 0,2 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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