Dólar estende perdas e atinge sua maior queda semanal em oito meses

Moeda chegou à sua quarta desvalorização consecutiva; indicadores, balança comercial e compra de dólares repercutiram

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SÃO PAULO – Acentuando as perdas vistas durante a manhã, o dólar comercial foi mais uma vez pressionado pelos sinais de otimismo emitidos pelos mercados e fechou nesta quinta-feira (1) em queda pela quarta sessão consecutiva, sendo cotado na venda a R$ 1,77 – desvalorização de 0,62%.

Por ter fechado no vermelho durante os quatro dias de negócios desta semana – lembrando que na próxima sexta-feira (2) os mercados estarão fechados por conta do feriado de Paixão de Cristo -, a moeda norte-americana acumulou perdas de 3,17% no período, a maior desvalorização vista desde julho de 2009, quando encerrou a semana correspondente aos dias 13 e 17 com declínio de 3,7%.

Indicadores internacionais
Indicadores acima da expectativa do mercado dominaram o olhar do investidor durante o dia, alimentando o aumento do apetite ao risco e a desvalorização da moeda norte-americana, que, como investimento mais conservador, se torna uma opção menos atrativa nestas condições. Esse cenário fica evidente com a valorização do Ibovespa, que se aproxima do fechamento com alta em torno de 1%.

Nos Estados Unidos, o Initial Claims indicou um número de novos pedidos de auxílio desemprego menor que o esperado na semana passada, sugerindo melhora do mercado de trabalho norte-americano. Cabe lembrar que o Relatório de Emprego mensal do país será divulgado nesta sexta-feira.

Ainda na principal economia do mundo, o ISM Index, que mede o nível da atividade industrial norte-americana também ficou acima do esperado ao marcar 59,6 pontos, enquanto as expectativas giravam em torno de 57,0 pontos no mês de março. Já na Europa, o índice industrial da Zona do Euro registrou alta acima da prevista pelos mercados em março.

Referências domésticas
No front interno, destaque para a balança comercial de março, que terminou o mês com um saldo positivo de US$ 668 milhões, segundo dados divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Com isto, o resultado superavitário em 2010 avança para US$ 895 milhões.

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Ainda por aqui, a expectativa é de que Henrique Meirelles finalmente anuncie se continuará na cadeira do Banco Central ou se se retira do cargo para concorrer às eleições. Enquanto o anúncio não é feito, a autoridade monetária comunicou a realização de mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista, com uma taxa de corte no valor de R$ 1,7702.

Dólar a R$ 1,77
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7680 na compra e R$ 1,7700 na venda, baixa de 0,62% em relação ao fechamento anterior. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana é de 1,65%.

Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio  encerrou o dia cotado a R$ 1.779, baixa de 0,73% em relação ao fechamento de R$ 1.792 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em alta de 0,56%, atingindo R$ 1.791 frente aos R$ 1.781 do fechamento de quarta-feira.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7680000. 

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,10% para julho de 2010, 0,03 ponto abaixo do que foi visto no último fechamento.