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SÃO PAULO – Em mais um dia de desvalorização, o dólar comercial encerrou esta quinta-feira (4) em forte baixa de 1,29%, cotado a R$ 1,678 na venda, ainda repercutindo a nova rodada de estímulos quantitativos do Federal Reserve.
O banco central norte-americano anunciou na tarde da última quarta-feira (3) um pacote de US$ 600 bilhões (US$ 75 bilhões mensais até o segundo trimestre de 2011) para compra de Treasuries de longo prazo, conforme a expectativa do mercado, e manteve a taxa básica de juro do país entre 0,00% e 0,25% ao ano.
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a iniciativa do Fed tem “resultado duvidoso” se o objetivo é incentivar a recuperação econômica. “Esse crédito não está indo para a produção, o consumidor (norte-americano) não está tomando crédito, o investidor não está tomando crédito para investir. Esse excesso de crédito acaba desvalorizando a moeda”, afirmou o ministro.
Para completar as críticas, Xia Bin, conselheiro do banco central chinês, afirmou em artigo no Financial News, jornal controlado pelo governo, que a medida expansionista eleva o risco da economia global e acredita que a China precisará estabelecer restrições para proteger sua moeda.
Cenário doméstico
Por aqui, o Banco Central realizou dois novos leilões de compra de dólares nesta quinta-feira. O primeiro, entre 12h17 e 12h22, contou com taxa de corte de R$ 1,6807, enquanto o segundo, por volta de 16h10, foi realizado com taxa em R$ 1,6773.
Para completar, a autoridade monetária brasileira publicou o resultado do fluxo cambial em outubro, que acumulou superávit de US$ 6,9 bilhões, entre um saldo comercial de US$ 1,777 bilhão e um fluxo financeiro positivo de US$ 5,141 bilhões. As reservas internacionais, segundo o BC, atingiram o montante de US$ 284,930 bilhões.
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Outra notícia que influencia os mercados é o relatório publicado nesta quinta-feira pela Fitch Ratings. Segundo a agência de classificação de risco, o rating brasileiro pode ser elevado novamente caso haja uma política fiscal mais restritiva no governo Dilma Rousseff. Segundo o comunicado, nos próximos anos, o País deverá ter como grande desafio uma política fiscal mais austera e a melhora na estrutura das contas públicas, projeção semelhante da Standard & Poor’s, que, na última terça-feira, ressaltou que as notas de créditos domésticas podem ser elevadas em função do maior comprometimento com as contas públicas por parte do novo governo.
Ainda na cena doméstica, o subsecretário do Tesouro, Paulo Valle, reiterou os rumores de que o Tesouro pode recomprar títulos em reais emitidos no exterior e fazer novas emissões com prazos mais longos para limitar o fluxo de capital estrangeiro para o País.
Dólar a R$ 1,678
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6760 na compra e R$ 1,6780 na venda, forte baixa de 1,29% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,47% em novembro, frente à alta de 0,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,63%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro opera cotado a R$ 1.681, forte baixa de 1,12% em relação ao fechamento de R$ 1.700 da última quarta-feira. O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6773000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,20 para dezembro de 2010, alta de 2% frente ao último fechamento.