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SÃO PAULO – O dólar comercial, dando continuidade à tendência apresentada na sexta-feira, encerrou as negociações desta segunda-feira em queda. O movimento refletiu basicamente a melhora na percepção dos investidores estrangeiros em relação ao risco país e pelas conseqüentes captações de empresas e bancos brasileiros no exterior.
Desta forma, o risco país opera em queda, estando calculado a 880 pontos base, o que representa uma queda de 39 pontos base em relação ao fechamento anterior. Nota-se ainda que os investidores aguardam para esta semana a entrada de US$ 250 milhões que foram captados pelo Bradesco e de US$ 50 milhões captados pela CSN.
Dólar encerrou em queda de 1,31%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,1540 na compra e R$ 3,1600 na venda, forte baixa de 1,31% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,3130, representando um ágio de 5,04% em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o dólar atingiu o seu menor patamar desde 12 de setembro de 2002, quando esteve cotado a R$ 3,1250. O dólar acumula desvalorização de 5,76% em abril, frente a baixa de 6,05% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 10,96%.
Banco do Brasil e BNP Paribas fazem captações
Sinalizando a maior abertura das linhas de crédito ao país, na última sexta-feira o Banco do Brasil lançou uma operação visando à colocação de US$ 50 milhões, cujos títulos remunerarão os investidores entre taxas de 6,25% e 6,50% ao ano. Já o BNP Paribas Brasil também emitiu outros US$ 50 milhões, com cupom de 5,25% ao ano, por um prazo de oito meses.
Balança comercial acumula superávit de US$ 4,47 bilhões
Contribuindo para o otimismo do mercado, a Secretaria do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou que na semana encerrada em 13 de abril a balança comercial teve superávit de US$ 461 milhões, com exportações de US$ 1,339 bilhão e importações de US$ 878 milhões.
Com mais este saldo positivo, o acumulado pela balança em 2003 atinge US$ 4,471 bilhões, devido aos US$ 17,409 bilhões que ingressaram no país fruto de exportações e aos US$ 12,938 bilhões destinados ao exterior para pagamento de importações.
Mercado ainda aposta em dólar a R% 3,50 para 2003
Também nesta manhã o Banco Central divulgou o seu relatório Focus, informe que relata as projeções do mercado com base em consulta de aproximadamente 100 instituições durante a quarta semana de março. No relatório consta que a média das expectativas para a taxa de câmbio foi mantida em R$ 3,50/US$ para 2003 e em R$ 3,70 para 2004.
Elogios do governo norte-americano
Vale destacar ainda, como fator que contribuiu para a queda do dólar nesta sessão, os elogios que a política econômica implementada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, recebeu no último final de semana, quando esteve reunido com o secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, e com o presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan.
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Na mesma reunião Palocci sugeriu a utilização de CAC (Cláusula de Ação Coletiva) para emissão de títulos da dívida da República, fazendo com que os investidores apostassem numa nova emissão pelo governo, aproveitando a queda do risco país. As expectativas foram ainda reforçadas pelo fato de Henrique Meirelles, presidente do BC, e Antonio Palocci terem ido a Nova York e mantido conversas com banqueiros.
Vale lembrar que a CAC permite aos governos convocar credores para renegociar ordenadamente os valores dos títulos, sendo que não se torna mais necessária a aprovação unânime de todos os credores para conseguir condições melhores de pagamento em situações de dificuldade.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 3.191, forte baixa de 1,30% em relação ao fechamento de R$ 3.233 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,37%, atingindo R$ 3.241 frente a R$ 3.286 do fechamento de sexta-feira.
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FRA de cupom cambial encerrou em queda
O FRA de cupom cambial mais próximo, para junho de 2003, fechou a 4,30%, frente aos 5,10% do fechamento de sexta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2003, encerrou a 5,30%, frente aos 5,95% apurados na última sessão.