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SÃO PAULO – O dólar segue em alta no início da tarde dessa sexta-feira, com o mercado cada vez mais pessimista com o desenrolar da crise no Oriente Médio.
Captações podem reduzir pressão sobre o real
Com o anúncio da captação de US$ 550 milhões de dólares pela Telemar no mercado externo, o total de captações por empresas brasileiras chega a US$ 2,15 bilhões desde o início do ano.
Um futuro aumento da oferta de dólares no mercado interno pode favorecer a redução da cotação da moeda. Contudo, a entrada parece estar sendo adiada como forma de pressionar a cotação, para assim auferir ganhos maiores.
Guerra parece cada vez mais próxima
Além disso, o crescente recrudescimento das relações entre Washington e Bagdá traz pessimismo ao mercado. Enquanto no cenário externo os investidores se defendem, fechando posições em dólar para aplicar em euro e demais ativos tidos como “portos-seguros”, no Brasil o ativo defensivo preferido é o dólar. Com isso, quem detém a moeda norte-americana exige um alto preço para vendê-la.
Dólar sobe 1,38%
Desta forma, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 3,575 na compra e R$ 3,584 na venda, forte alta de 1,38% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,60, representando um ágio de 0,70% em relação ao dólar comercial.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
está sendo cotado a R$ 3.616, forte alta de 1,97% em relação ao fechamento de R$ 3.546 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera em forte alta de 1,97%,
atingindo R$ 3.630 frente a R$ 3.560 do fechamento de sexta-feira.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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