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SÃO PAULO – A queda do dólar e as promoções feitas pelo varejo para superar a crise vão incentivar as compras de Natal em 2009, de acordo com o economista da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro), Christian Travassos.
Ele explicou que, em relação ao dólar, a taxa oficial registrou queda de 22,8% de janeiro até 18 de setembro, o que deve impactar nos preços de produtos importados.
“Se você olhar os tradeables, que são aqueles produtos do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) com relação direta no dólar, de janeiro a agosto do ano passado, eles variaram 5,3%, contra 1,9% no mesmo período deste ano. Não houve recuo porque os preços na ponta não estão só ligados ao dólar”, explicou.
Sobre as promoções, Travassos disse que elas estão sendo usadas pelo varejo para vencer a crise. “Desde janeiro, elas foram usadas como estratégia para fidelizar o cliente”.
Alívio e pressão nos preços
O economista explicou que a expectativa para os preços neste ano já eram otimistas no ano passado, em função da desaceleração da economia e da inflação identificada em anos anteriores.
“A economia estava crescendo a 5% e parou para uma evolução estável. Outro ponto é que os preços vinham numa crescente em 2006/2007/2008, inclusive os que compõem a cesta de Natal. Isso fez os produtores aumentarem a produção”, explicou Travassos, sobre os motivos que o torna confiante para a evolução dos preços até o final do ano.
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E esses fatores devem ser mais fortes do que a confiança do consumidor, que deve estimular a demanda no final do ano, incentivada inclusive pela manutenção do emprego formal, que deve garantir o décimo terceiro no bolso do brasileiro.
“Para o final do ano, o consumidor vai continuar comprando pelo aumento da renda. No primeiro semestre, ele ‘pisou no freio’ e privilegiou produtos do dia-a-dia. Com maturidade, procurou se organizar. E a inadimplência já atingiu um pico e agora cede. O otimismo do consumidor já indica que vamos ter um bom Natal em 2009”, disse.