Dólar e juros recuam novamente

Fundamentos favoráveis da economia favorecem queda da moeda, enquanto os juros projetam corte na Selic

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SÃO PAULO – O dólar comercial estendeu a tendência de queda e fechou as negociações desta quinta-feira registrando desvalorização frente ao real. A combinação entre as boas perspectivas referentes à balança comercial neste ano e as projeções de forte ingresso de recursos externos no país via investimentos diretos é apontada como a principal razão para esta tendência de queda. Enquanto o mercado projeta que em 2002 o resultado comercial do país atinja cerca de US$ 5 bilhões, o governo revisou suas estimativas de investimentos diretos no ano para US$ 18 bilhões.

Mais uma vez os juros seguem em tendência de queda no início deste ano, demonstrando o aumento das apostas dos investidores em relação ao corte dos juros de referência ainda no primeiro trimestre. O Banco Central declarou que os juros cairão quando a inflação deixar de ser preocupante para o governo. Desta forma, com a redução dos preços dos combustíveis que ainda deve se estender pelo próximo mês, o mercado aposta que o efeito econômico possa assegurar a redução dos juros.

Apesar das performances favoráveis para a economia brasileira nesta quinta-feira, os investidores ainda terão pela frente um novo pacote econômico na Argentina, que é aguardado para amanhã, sexta-feira. A desvalorização do peso é dada como certa e os investidores terão, que pelo menos no curto prazo, administrar o contágio sobre a economia brasileira. Ainda que pontual, o pessimismo poderá trazer influências negativas sobre o comportamento do mercado brasileiro.

Dólar recua novamente

O dólar comercial fechou as negociações de hoje registrando baixa de 0,39% em relação ao fechamento anterior, sendo cotado a R$ 2,291 para compra e a R$ 2,294 para venda. No mercado paralelo, a moeda norte-americana foi negociada a R$ 2,537, representando um ágio de 10,59% em relação ao dólar comercial. Em um leve movimento de ajuste, o contrato futuro de US$ 1.000,00 com resgate no mês de fevereiro de 2002 fechou cotado a R$ 2.330,00, contra R$ 2.320,40 registrados no fechamento do último pregão.

Juros recuam ainda mais

O contrato futuro de DI, com resgate em abril de 2002, fechou o pregão com taxa de 18,69% ao ano, representando uma queda de 0,29 ponto percentual em relação ao último fechamento, quando atingiu 19,0% ao ano. No mesmo sentido, a taxa do contrato futuro para fevereiro de 2002 atingiu 18,94% ao ano, com retração de 0,06 ponto percentual. Ainda em sentido de queda, a taxa do contrato para março de 2002 fechou as negociações em queda de 0,32 ponto percentual frente ao fechamento anterior, passando de 18,94% ao ano para 18,62% ao ano.

Ibovespa mantém tendência de alta

O índice futuro para fevereiro do próximo ano era negociado a 14.430 pontos na BM&F, registrando uma forte recuperação de 2,16%, ou 305 pontos, em relação ao fechamento anterior, quando o índice futuro ficou em 14.125 pontos. No mercado à vista, o Ibovespa operava em alta de 2,38%, sendo cotado a 14.202 pontos. O volume financeiro registrado era de R$ 576 milhões.

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Ouro segue mercados externos e fecha em baixa

O ouro fechou as negociações registrando desvalorização de 0,93% na BM&F em relação ao fechamento anterior, cotado a R$ 21,30 o grama. No mercado internacional, o ouro caiu e estava cotado a US$ 278,50 a onça troy, o que representa uma cotação de R$ 22,74 por grama da commodity.