Dólar dispara e fecha com novo recorde do Plano Real, cotado a R$ 3,57

Pessimismo deveu-se à subida de Lula em pesquisa eleitoral, além do vencimento da dívida de US$ 1,5 bilhão no dia 25 de setembro

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SÃO PAULO – SÃO PAULO – O dólar prosseguiu sua escalada a novos patamares nesta segunda-feira, com a injeção de mais pessimismo nos investidores, e bateu mais um recorde de fechamento da história do Plano Real. Neste sentido, o mercado teme a eleição de Lula no primeiro turno, possibilidade esta mostrada pela pesquisa divulgada pelo Datafolha.

Além disso, as atenções voltaram-se também para o vencimento de US$ 1,5 bilhão em títulos cambiais nesta quarta-feira, após o BC não aceitar as propostas de rolagem parcial da dívida na sessão de sexta-feira. Já o mercado internacional também pressionou o dólar, justificado pelos novos índices apontando a debilidade na recuperação da economia norte-americana.

Lula cresce e traz temor ao mercado

Segundo o instituto Datafolha, a pesquisa eleitoral realizada entre os dias 19 e 20 de setembro indicou a elevação das intenções de voto na candidatura Lula para 44%. Enquanto isso, José Serra, do PSDB, caiu para 19%, indicando maiores probabilidades de vitória no primeiro turno do candidato petista.

Leading indicators decepciona o mercado

As dúvidas no reaquecimento da economia norte-americana no curto prazo aumentaram nesta segunda-feira, após a divulgação da queda de 0,2 % do leading indicators, indicador que engloba vários outros índices econômicos. Isto contribuiu para a queda dos principais índices acionários do mundo.

Superávit comercial atinge US$ 929 milhões

Nem mesmo o anúncio do elevado superávit comercial na terceira semana de setembro, de US$ 929 milhões, foi o suficiente para conter o nervosismo do mercado. No acumulado do ano, a balança comercial brasileira já registra um saldo positivo de US$ 7,241 bilhões.

Relatório Focus indica aumento no superávit comercial

Na pesquisa semanal do Banco Central junto a cerca de 100 instituições financeiras, o relatório Focus apontou que o mercado espera o aumento no superávit fiscal para US$ 7,50 bilhões, frente aos US$ 7,00 anteriormente previstos. Já as expectativas para o câmbio saíram de R$ 2,86 para R$ 2,90.

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BC intervêm, mas sem sucesso

Seguindo sua rotina das últimas semanas, o Banco Central operacionalizou um leilão de linhas de crédito à exportação em um total de US$ 48,80 milhões, a uma taxa de 4,00% ao ano e entrega em reais em 18 de março de 2003, frente a uma demanda estimada em US$ 60,80 milhões.

Além disso, a autoridade monetária confirmou também que interveio no mercado, porém sem indicar o valor.

Dólar atinge novo recorde de fechamento a R$ 3,57

O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,567 na compra e R$ 3,570
na venda, forte alta de 4,91% em relação ao fechamento anterior. Esta é a cotação de fechamento mais alto desde a introdução do Real e se aproxima também do recorde intraday, que foi de R$ 3,609 durante a sessão de 31 de julho.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,4500, representando um deságio de 3,31%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 18,61% em setembro, frente
a baixa de 13,41% registrada no mês passado.

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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 54,17%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 3.560,
forte alta de 5,05% em relação ao fechamento
de R$ 3.389
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte alta de 3,84%,
atingindo R$ 3.458 frente
a R$ 3.330 do fechamento de
sexta-feira.

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