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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém trajetória de alta no começo da tarde desta quinta-feira (6), ancorado no predomínio de maior aversão ao risco no mercado, indicadores ruins e preocupações acerca da crise fiscal grega. Há pouco, a moeda operava com forte valorização de 2%, cotada a R$ 1,834 na venda.
A ameaça de contágio de outras economias pela crise fiscal grega domina o olhar do mercado nesta quinta-feira, fazendo com que o dólar se torne uma opção de investimento mais procurada por conta de sua seguridade. Somando-se a isso, a fuga de investimentos mais arriscados também contribui para a valorização da divisa nesta sessão.
Na visão do operador de câmbio José Roberto Carreira, da Fair Corretora, o movimento de alta “é reflexo da maior aversão ao risco e da crise grega”. Carreira explica que nessas condições o comportamento mais razoável é que “todo mundo corra para o dólar”.
Apreensão em foco
Em relatório, a agência de classificação de risco Moody’s Investor manifestou temores de que a crise vivida pela Grécia provoque influentes ameaças a instituições bancárias de países como Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Reino Unido. Esta percepção somada à onda de temores que tem tomado conta do mercado nas últimas sessões leva o dólar a disparar no começo desta tarde.
Em destaque, o BCE (Banco Central Europeu) manteve a política monetária atual, permanecendo com a taxa básica de juro em 1% ao ano. Em conferência após o anúncio, o presidente da autoridade monetária, Jean Claude-Trichet, declarou que a autoridade monetária espera crescimento moderado da economia da Zona do Euro em 2010, contudo, a previsão ainda está sujeita a algumas incertezas.
Referências na agenda
Tanto na agenda doméstica quanto na internacional, as referências também são destaque no dia. Nos Estados Unidos, o Initial Claims registrou 444 mil novos pedidos de auxílio desemprego na semana passada, postando desempenho pior que o esperado por analistas.
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No front doméstico, olhares atentos à ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que resultou na elevação da Selic para 9,5% ao ano. No documento, os membros revelam que a decisão pela alta da taxa básica de juro foi norteada pela deterioração da dinâmica inflacionária da economia brasileira.
Por aqui também foi divulgado o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de abril, com inflação de 0,72% no período – abaixo do esperado pelo mercado (0,79%). Apesar de ter permanecido abaixo das expectativas, houve aceleração frente à variação de 0,63% vista em março.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho está sendo cotado a R$ 1.846, forte alta de 2,36% em relação ao fechamento de R$ 1.804 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte alta de 2,48%, atingindo R$ 1.858 frente a R$ 1.813 do fechamento de quarta-feira.