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SÃO PAULO – O dólar comercial abre a sessão desta sexta-feira (22) invertendo a trajetória de alta vista na quinta-feira, com forte recuo de 0,76%, cotada a R$ 1,6910 na venda. O dia é marcado pela agenda tranquila, tanto no Brasil como no exterior, sendo que um dos principais focos dos investidores continua sendo o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e seus desdobramentos.
Com esse movimento de queda, a moeda norte-americana registra depreciação de 0,18% neste mês de outubro e desvalorização de 3,00% desde o início do ano.
Medidas do governo
Internamente, o Governo fechou as brechas para os investimentos estrangeiros em renda fixa escaparem da cobrança do IOF sobre investimentos em renda fixa, que foi elevado de 4% para 6% no início da semana, buscando diminuir o fluxo de capital estrangeiro entrando no País.
Logo depois, o CMN (Conselho Monetário Nacional) publicou duas resoluções, uma proíbe que instituições financeiras emprestem ativos para garantir operações de estrangeiros com derivativos, enquanto a outra torna obrigatória a realização de operações de câmbio simultâneo a todas as migrações internas de recursos em reais destinados à constituição de margens de garantia, inicial ou adicional.
O Banco Central, por sua vez, fez com que a BM&F Bovespa proibisse a utilização de carta de fiança para garantir operações com derivativos. Ainda no tema IOF, é atribuído ao novo aumento da alíquota a falha do Tesouro Nacional na oferta de títulos NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – série F), com todas as ofertas sendo recusadas.
Alguns analistas já começam a enxergar riscos nas medidas adotadas pelo Governo. Segundo o economista Julio Hegedus Netto, da Interbolsa Brasil, “corremos o risco de uma saída forte de investidores estrangeiros, inviabilizando o financiamento do nosso déficit em conta corrente”.
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Como solução definitiva para o problema do câmbio, Netto menciona que “esta situação só pode ser revertida, realmente, com a queda do juro doméstico, e este só cai se um ajuste fiscal rigoroso, pelo lado dos gastos for realizado”.
Reunião do G-20
O encontro dos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais das 20 maiores economias do mundo teve início nesta sexta-feira na Coreia do Sul e deve ser pautado pelo tema da guerra cambial.
Em carta, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, pediu que os países equilibrem as distorções em seus superávits/déficits e parem de manter suas taxas de câmbio artificialmente desvalorizadas – em uma clara mensagem ao governo chinês.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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