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SÃO PAULO – Desacelerando no final da sessão, o dólar comercial encerrou esta sexta-feira em alta, com os investidores atentos ao cenário político e ao novo recorde obtido pelo petróleo nas bolsas internacionais.
Depois de subir quase 2% pela manhã, a moeda norte-americana reduziu os ganhos no final da sessão, sendo pressionada pela entrada de exportadores, que aproveitaram as recentes altas para internar seus recursos. O Banco Central, que voltou ao mercado na última quinta-feira, ficou ausente nesta sessão.
Cenário político e petróleo
Nesta sexta-feira, novas denúncias de corrupção deflagradas por uma revista semanal e a repercussão do depoimento do publicitário Duda Mendonça, na véspera, contribuíram para a escalada da moeda norte-americana.
O presidente Lula fez um pronunciamento à nação no final da manhã no qual pediu desculpas pelos recentes acontecimentos envolvendo membros do governo, mas manteve a estratégia de negar sua participação e prometer punição aos culpados.
E a cotação do petróleo atingiu novo recorde nesta sexta-feira, com os investidores receosos em relação à capacidade das refinarias em atender a demanda por combustíveis e ao aumento da instabilidade na região do Oriente Médio.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3700 na compra e R$ 2,3710
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na venda, forte alta de 1,11% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6230, representando um ágio de 10,68%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,34% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,63%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.394,
forte alta de 1,23% em relação ao fechamento
de R$ 2.365
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em alta de 0,40%,
atingindo R$ 2.415 frente
à R$ 2.405 do fechamento de
quinta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,75% para outubro de 2005, com queda de 0,05 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,93%, estável em relação ao fechamento da sessão anterior.
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