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SÃO PAULO – O dólar comercial desacelerou a trajetória de alta verificada desde o início das negociações desta terça-feira, e passa a operar registrando valorização de 1,46%, sendo cotado a R$ 3,185 na compra e R$ 3,200 na venda. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 3,133, representando deságio de 1,63%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 7,91% em agosto, frente
a alta de 23,27% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 38,23%.
Mercados acionários reduzem pessimismo
A tensão no mercado de câmbio foi amenizada após as bolsas norte-americanas terem revertido a trajetória de queda, o que acabou impulsionando os demais mercados acionários internacionais. No entanto, o dólar comercial segue pressionado pelo rebaixamento dos títulos da dívida pública brasileira feito pela Moody’s.
Além disso, o mercado sofre com problemas de crise de liqüidez devido à escassez de moeda. Em um dia de poucos negócios, a cotação do dólar acaba sendo pressionada, mesmo em operações que envolvam pequenas quantias. Nesse sentido, os investidores seguem aguardando intervenções do Banco Central já que, desde a suspensão da injeção diária de R$ 50 milhões, a autoridade monetária não anunciou novas medidas para tentar conter a alta do dólar.
Mercado aguarda leilão de títulos cambiais
Finalmente, o mercado ainda espera pela realização de leilão de swaps cambiais previsto para esta tarde, quando o Banco Central dará seqüência à rolagem, iniciada ontem, de US$ 2,5 bilhões em títulos cambiais que vencem na próxima quinta-feira. Para isso, a autoridade monetária deverá comprar swaps cambiais em três vencimentos distintos: 16,2 mil contratos para 2 de setembro, 6,2 mil contratos com vencimento em 20 de setembro e mais 2,3 mil para 16 de janeiro de 2003.
Na última segunda-feira, quando foi iniciada a rolagem desse montante, o BC encontrou bastante dificuldade para trocar os papéis com o mercado, uma vez que chegou a pagar 33,73% ao ano, além da variação cambial no período, para comprar swaps cambiais com vencimento em 29 de novembro. A autoridade monetária ainda comprou swaps com vencimento de 2 e 20 de setembro deste ano, paganado respectivamente 27,96% e 31,08% ao ano acima da variação cambial, conseguindo rolar cerca de 25% do montante.
Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
opera cotado a R$ 3.185,
forte alta de 1,34% em relação ao fechamento
de R$ 3.143
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em forte alta de 1,09%,
atingindo R$ 3.145 frente
a R$ 3.111 do fechamento de
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ontem.