Dólar desaba com temor de choques de juros, mas volta a registrar forte alta

Dólar chegou a recuar após anúncio da reunião extraordinária do Copom, mas volta a subir e já avança 1,80%

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar comercial desabou após a convocação da reunião extraordinária do Copom, com o mercado temendo um choque de juros. No entanto, instantes após, a moeda norte-americana já opera em forte alta de 1,80%, cotada a R$ 3,850 na compra e R$ 3,899
na venda. No mercado paralelo, o dólar opera negociado a R$ 3,733, representando um deságio de 3,04%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 3,72% em outubro, frente
a alta de 24,93% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 68,42%.

BC convoca reunião extraordinária do Copom

O Banco Central convocou há instantes reunião extraordinária do Copom (Comitê de Política Monetária). A expectativa do mercado é que ocorra um choque de juros, com investidores acreditando que a taxa Selic poderia subir para 20% ou até mesmo 30% ao ano.
Na última sexta-feira, o mercado cogitava que o Banco Central viesse a aumentar os juros antes da próxima reunião do Copom, marcada para os dias 22 e 23 deste mês, caso as medidas adotadas pela autoridade monetária para conter a alta do dólar não surtissem efeito.
Merrill Lynch rebaixa Brasil

Como se não bastasse, o pessimismo do mercado se intensifica após o conglomerado financeiro norte-americano Merrill Lynch ter decidido rebaixar a recomendação dos títulos brasileiros em sua carteira de países latino-americanos de overweight para marketweight. Segundo o estrategista-sênior para América Latina, Robert Berges, o rebaixamento foi devido à divulgação de novas pesquisas eleitorais, que evidenciaram o aumento da probabilidade de Luís Inácio Lula da Silva (PT) ser eleito presidente no próximo dia 27.
Superávit comercial atinge US$ 8,609 bilhões em 2002

Nem mesmo o bom resultado da balança comercial conseguiu reverter o pessimismo dos investidores. Na segunda semana de outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 387 milhões, como resultado de exportações da ordem de US$ 1,350 bilhão e importações de US$ 963 milhões.
Com isso, o acumulado no ano atinge US$ 8,609 bilhões, devido aos US$ 46,004 bilhões que ingressaram no país fruto de exportações e aos US$ 37,395 bilhões destinados ao exterior para pagamento importações.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro
opera cotado a R$ 3.805,
forte alta de 0,93% em relação ao fechamento
de R$ 3.770
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, opera em leve baixa de 0,03%,
atingindo R$ 3.699 frente
a R$ 3.700 do fechamento de
domingo.

Tópicos relacionados