Dólar desaba 2,8% e perde os R$ 3,50, apesar da atuação do BC

O dólar caiu forte em meio a expectativas de derrota do governo na votação do parecer sobre o impeachment de Dilma; BC colocou 20.000 contratos de swaps reversos no dia

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SÃO PAULO – O dólar desabou nesta segunda-feira (11), em meio a expectativas de derrota do governo na votação do parecer sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff na comissão que analisa o tema na Câmara dos Deputados. A votação está programada para começar por volta das 17h (horário de Brasília).

Nem mesmo os leilões de contratos de swap reverso do Banco Central foram suficientes para estancar a queda da moeda. O dólar comercial recuou 2,83%, a R$ 3,4929 na compra e R$ 3,4946 na venda – próximo ao menor valor do dia (R$ 3,4885 na compra) e mínima desde agosto do ano passado.

Minutos antes do fechamento, o BC conseguiu colocar todos os contratos de swap reverso ofertados. A autoridade ofereceu 7.300 contratos com início em 13 de abril e vencimentos em 1° de junho de 2016 e 1° julho de 2016, e colocou todos para junho. Com resultado, BC colocou 20.000 contratos de swaps reversos no dia. 

Mais cedo, o BC fez 2 leilões de swap reverso. No primeiro, colocou 7.700 contratos swap reverso, de 20.000 ofertados. No segundo, colocou 5.000 contratos de 12.300 ofertados. O BC tem usado esta estratégia não para levar a moeda para cima, mas apenas segurar a cotação em momentos de forte queda, como ocorre hoje. A autoridade também fez leilão de swap cambial para rolagem de maio, colocando 4.000 de 5.500 contratos ofertados. 

“A semana promete trazer grandes emoções”, resumiu o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva, citando a votação do parecer sobre o impeachment e, possivelmente, a apreciação do tema no plenário da Câmara no fim da semana.

O próprio governo prevê que será derrotado na votação na comissão do impeachment, e tem concentrado seus esforços em angariar votos no plenário da casa. Levantamentos mostrando que estaria crescendo a adesão dos deputados à campanha pelo afastamento de Dilma têm sido bem recebidos no mercado, que entende que a manobra poderia ajudar a trazer de volta a confiança no Brasil.

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Nos mercados externos, dados sobre a inflação chinesa alimentaram expectativas de que Pequim deve manter seus estímulos monetários, alimentando a demanda por ativos de maior risco. O movimento dava continuidade ao bom humor que prevaleceu na sexta-feira, depois de vários dias de intensa aversão a risco.

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