Dólar dá continuidade ao movimento de queda e é negociado abaixo de R$ 1,58

Consultores avaliam que ausência de novas medidas para o câmbio deverá motivar queda da moeda norte-americana nesta sessão

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em queda de 0,63% na sessão desta sexta-feira (8), cotado a R$ 1,5740 na venda, com o mercado mais uma vez focado nas possíveis ações do Governo para o mercado de câmbio. Com essa cotação, o dólar volta a renovar sua mínima de agosto de 2008. 

Com a variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 3,49% neste mês de abril e uma desvalorização de 5,53% desde o início do ano. 

Mais quedas
Com o dólar já abaixo do patamar de R$ 1,60, a continuidade da tendência de queda da moeda norte-americana frente ao real não é descartada. “Os players devem continuar testando novos pisos e as cotações devem se firmar no intervalo de R$ 1,57 e R$ 1,59, com a possibilidade até de oscilações um pouco abaixo deste intervalo”, avalia Miriam Tavares, da AGK Corretora.

Essas quedas adicionais estariam relacionadas a fraqueza do dólar no mercado internacional como um todo e também e a manutenção de um alto fluxo de dólares em direção ao Brasil, aponta Tavares.

Sem novas medidas para o câmbio
Já os consultores da LCA apontam a falta de novas medidas para o câmbio no novo pronunciamento do ministro da Fazenda Guido Mantega como principal responsável pela tendência de desvalorização do dólar nesta sessão. “A ausência de medidas complementares no anúncio da véspera deverá levar a nova rodada de apreciação do real”, afirmam os consultores.

Na véspera, já após o fechamento do mercado, o ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou uma elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 1,5% para 3,0% ao ano em operações de crédito para pessoas físicas. O objetivo da medida é limitar o consumo e arrefecer a inflação, depois do IPCA mostrar nova aceleração dos preços, surpreendendo o mercado.

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Segundo alguns analistas, a inflação poderia estar em patamares ainda maiores caso o real não estivesse tão apreciado. Isso porque parte da forte demanda na economia tem sido suprida pelas importações, que ganham competitividade com a atual taxa de câmbio.