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SÃO PAULO – O dólar comercial segue movimento de alta nesta terça-feira (20), apontando valorização de 0,76%, cotado a R$ 1,7900 na venda.
Em uma ponta, o Ibovespa e os mercados internacionais se animam diante da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), que poderá anunciar, além da política de taxa de juros, um novo pacote para estimular a economia norte-americana. Na outra extremidade, a divisa norte-americana não se deixa levar e segue o movimento de alta que denota grande aversão ao risco dos investidores.
No dólar, tal movimento é atribuído as projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgadas há pouco no relatório “Panorama Econômico Mundial”. A instituição internacional reduziu para 4% a expansão prevista para o PIB (Produto Interno Bruto) global, ante os 4,3% previstos em sua projeção anterior, divulgada em junho. Para 2012, a expectativa é de crescimento também de 4%, abaixo dos 4,5% esperados anteriormente.
Segundo a autoridade, as projeções foram revistas para baixo devido à crise na Europa, ao fraco consumo e investimentos nos EUA, ao terremoto no Japão no primeiro semestre, à alta dos preços do petróleo e às instabilidades políticas no Oriente Médio, na chamada Primavera Árabe.
No velho continente o cenário é de espera
Na zona do euro, a Grécia segue tentando conseguir no curto prazo ajuda externa para manter as contas em dia. Na véspera, as autoridades gregas prometeram cumprir todas as exigências da Troika – entidade internacional formada União Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BCE (Banco Central Europeu) – para retomar as negociações que poderão permitir até ao fim de setembro selar o acordo para o desembolso € 8 bilhões até outubro.
Por sua vez, a Itália lida com o rebaixamento da Standard and Poor´s, na véspera, quando a agência cortou a nota da dívida italiana de A+ para A.
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Indicadores
Na agenda desta terça-feira, destaque doméstico fica para os dados de inflação divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) apontou inflação de 0,53% em setembro.
No front internacional, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou o Housing Starts, índice que aponta o número de casas que começam a ser construídas nos EUA. O indicador registrou 571 mil casas no resultado anualizado de agosto, não superando os 590 mil imóveis esperados.
Por sua vez, o Building Permits, que mostra o número de autorizações para a construção de imóveis nos Estados Unidos, computou 620 mil permissões para construção civil.