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SÃO PAULO – O dólar comercial segue operando no campo positivo, cotado a R$ 1,6160 na venda, alta de 0,25%. A moeda norte-americana chegou a cair no início dos negócios nesta quinta-feira (19), mas logo reverteu a trajetória, com o mercado de olho nos indicadores norte-americanos e nos movimentos do câmbio no exterior.
Há poucos instantes, a divisa norte-americana perdia espaço em elação ao euro, que subia 0,24%, cotado a US$ 1,4284. De modo semelhante, o dólar também recuava na comparação com a libra, que avançava 0,10%, cotada a US$ 1,6183. Por outro lado, o dólar registrava valorização diante do iene, cotado a ¥ 81,79, alta de 0,16%.
Na cena interna, a agenda de indicadores econômicos desta sessão é escassa, e o Banco Central até o momento não atuou no câmbio através dos seus leilões de compra no mercado à vista.
Indicadores norte-americanos
Na agenda de indicadores econômicos norte-americanos, destaque para o desempenho do mercado de trabalho, que superou as expectativas do mercado ao registrar 409 mil pedidos de auxílio desemprego na última semana, frente projeções de 420 mil novos pedidos.
Por outro lado, o mercado imobiliário decepcionou os analistas. Em abril, as vendas anualizadas de casas usadas nos EUA atingiram 5,05 milhões de casas, número inferior às projeções do mercado, que indicavam 5,23 milhões de casas. Outro indicador que também ficou abaixo do que era esperado pelos analistas foi o Leading Indicators, que em abril recuou 0,3%, ante projeções que indicavam um avanço 0,4%.
Por fim, a atividade industrial na região da Filadélfia também surpreendeu os analistas de forma negativa. O Philadelphia Fed Index marcou apenas 3,9 pontos em abril, enquanto o mercado esperava um resultado de 18,0 pontos positivos.
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Aumento do risco?
Os dados da economia norte-americana, de modo geral abaixo das expectativas do mercado, juntam-se a outros indicadores econômicos recentemente divulgados nos EUA que também surpreenderam de modo negativo. Isso, aliado aos problemas econômicos na Zona do Euro, pode fazer com que a aversão ao risco entre os investidores – principalmente estrangeiros – ganhe força.
Desta forma, a divisa norte-americana poderia ganhar impulso frente ao real, por conta da demanda de investidores interessados em trocar suas posições no Brasil e a menor demanda pelo real com o menor interesse em alocar recursos por aqui.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março é cotado a R$ 1.620, alta de 0,28% em relação ao fechamento de R$ 1.681 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em alta de 0,43%, atingindo R$ 1.632 frente a R$ 1.671 do fechamento de segunda-feira.