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SÃO PAULO – O dólar comercial, que apontava estabilidade no início da sessão desta sexta-feira (18), consolidou uma trajetória de alta no final da manhã e aponta valorização de 0,68%, cotado a R$ 2,0197. Em sessão de agenda fraca de indicadores econômicos, os investidores ficam no aguardo detalhes da reunião do G-8 para discussão da crise europeia.
O encontro entre os líderes das oito maiores potências mundiais termina no sábado. Os participantes devem debater a crise da dívida na Zona do Euro, com atenção especial para a Grécia, além do papel das reservas estratégicas de petróleo em atenuar os choques econômicos com a proibição do União Europeia sobre as importações iranianas, que começa em 1º de julho.
Ainda no front internacional, após o fechamento da sessão anterior, a agência de classificação de risco Moody’s reduziu os ratings de 16 bancos espanhóis e da unidade do banco Santander no Reino Unido, suscitando receio que a Espanha seja a bola da vez na região. Mais cedo, a Fitch já havia reduzido o rating de longo prazo em moeda estrangeira e local da Grécia.
IBC-Br desacelera
Na agenda doméstica, o único evento divulgado foi o IBC-Br, o sinalizador mensal do PIB divulgado pelo Banco Central. O resultado do indicador decepcionou as projeções dos analistas ao mostrar queda de 0,35% entre fevereiro e março – a expectativa era de um avanço de 0,49%, segundo mediana das projeções dos economistas.
Essa desaceleração aumentou ainda mais a expectativa de que o Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) reduza a taxa básica de juro brasileira na sua próxima reunião, marcada para os dias 29 e 30 de maio, sendo esperado um corte de 0,75 ponto percentual.
Uma Selic mais baixa acaba ajudando na valorização do dólar em relação ao real, já que esse cenário reduz a rentabilidade dos investimentos em renda fixa do Brasil, diminuindo o fluxo de capital estrangeiro para cá.