Dólar comercial volta a operar em baixa, após esboçar ligeira recuperação

Moeda norte-americana recua timidamente, diante de incertezas no plano externo, que provocam volatilidade nos mercados

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SÃO PAULO – Após ensaiar uma leve recuperação no final da manhã, o dólar comercial volta a operar em queda na tarde desta quarta-feira (23).

A oscilação da moeda, porém, é pequena em decorrência da instabilidade que permeia os mercados nesta sessão. Em dia de poucas divulgações de indicadores, mais uma vez o plano corporativo se sobrepõe com dados contrastantes.

Plano externo

Enquanto a seguradora norte-americana Ambac reportou perdas de US$ 3,1 bilhões, decorrentes de problemas com títulos hipotecários, o Yahoo! apresentou forte avanço de 282% no lucro líquido do trimestre.

Se por um lado instituições financeiras continuam revelando perdas, os lucros de empresas de outros setores alimentam as expectativas de melhora no quadro de desaceleração do País.

A falta de sinais mais consistentes gera desconfiança entre investidores, que se mantêm cautelosos.

Cenário Interno

No plano doméstico, a terceira prévia do IPC-S, único dado de peso na pauta econômica do dia, apontou leve aceleração frente à sua medição anterior, o que reforça a perspectiva de mais aumentos na Selic e torna o País mais atrativo a investimentos estrangeiros que vem em busca de ganhos com arbitragem.

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Especulando sobre o IOF

A desvalorização modesta do dólar nesta sessão pode estar associada às especulações de que o CMN aumentará o IOF sobre investimentos externos em renda fixa brasileira. Segundo analistas, tal medida pode obstruir o ingresso de divisas, embora de forma apenas marginal.

Acompanhe a cotação

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6560 na compra e R$ 1,6580 na venda, leve baixa de 0,12% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8600 na venda, representando um ágio de 12,32% em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio está sendo cotado a R$ 1.661,
baixa de 0,15% em relação ao fechamento
de R$ 1.664
da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera
em baixa de 0,17%,
atingindo R$ 1.670 frente
a R$ 1.673 do fechamento de terça-feira.