Dólar comercial volta a fechar em queda, apesar de atuação do Banco Central

Mercado de câmbio refletiu índice de inflação em linha com o esperado nos EUA e menor preocupação com Oriente Médio

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SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a fechar em queda nesta terça-feira (18), com o foco dos investidores voltado para o Producer Price Index. O núcleo do índice de preços ao produtor dos EUA referente a junho veio em linha com o esperado, afastando temores de mais elevações na Fed Funds Rate.

Em complemento, declarações da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, em prol de um cessar-fogo entre Israel o Hizbollah amenizaram o clima de aversão ao risco que costuma penalizar as moedas de países emergentes como o Brasil.

Atuação do Banco Central

Na tentativa de conter a trajetória de queda observada no intraday, o Banco Central voltou a comprar divisas neste pregão. Durante leilão, a autoridade monetária aceitou entre 11 e 13 propostas, com a taxa de corte de R$ 2,1985.

Dólar comercial fecha em baixa

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1920 na compra e R$ 2,1930 na venda, baixa de 0,50% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,3830, representando um ágio de 8,71% em relação ao dólar comercial.

Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 1,29% em julho, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,60%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.200,
baixa de 0,61% em relação ao fechamento
de R$ 2.213

da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,47%,
atingindo R$ 2.220 frente
à R$ 2.231 do fechamento de

ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,19.

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Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,88% para setembro de 2006, alta de 0,4 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.