Dólar comercial volta a fechar em alta, com piora no humor do mercado

Corte no rating português e aumento na taxa de juros chinesa influenciam mercados; BaCen realizou duas compras de dólares

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SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a mostrar alta nessa quarta-feira (6), fechando com alta de 0,32%, cotada na venda a R$ 1,570, refletindo a piora do humor do mercado nos últimos dias, em meio aos sinais nada favoráveis vindos da Europa, e também a nova rodada de intervenções do Banco Central no câmbio. O dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou em R$ 1,5637.

A autoridade monetária brasileiro realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 12h13 (horário de Brasília) e 12h18 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,5634, inferior aos R$ 1,568 aceitos na segunda operação do dia, que ocorreu entre às 15h49 e às 15h54. Essas compras totalizaram US$ 2,291 bilhões em junho, inflando as reservas internacionais do País a US$ 335,837 bilhões.

O BaCen também divulgou os dados do fluxo cambial de junho, mostrando um fluxo negativo em US$ 2,556 bilhões no período, pressionado principalmente pelo resultado do fluxo financeiro. Contudo, no acumulado do ano, o fluxo cambial tem saldo positivo de US$ 39,029 bilhões. 

Referências mundiais
O mercado ainda digere a decisão da agência de classificação de risco Moody’s, que na véspera cortou o rating da dívida de portuguesa, levando a nota para o grau de especulação. Segundo os analistas da Moody’s, o país ibérico deverá precisar de novos pacotes de auxílio econômico, além do que foi acordado no último mês de maio.

Já no extremo oriente, destaque para a alta de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros chinesa, alcançando 6,56% ao ano. Esse é o terceiro aumento no ano, e tem como objetivo conter as pressões inflacionárias no país.

Corroborando para o clima negativo no mercado, a agenda norte-americana mostrou que o ISM Services, que acompanha o setor de serviços do país, marcou 53,3 pontos na passagem de maio para junho, resultado pior do que as projeções de analistas, que estavam em torno de 54 pontos. 

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Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5680 na compra e R$ 1,5700 na venda, alta de 0,32% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,51% em julho, frente à baixa de 1,14% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 5,77%.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto segue o dia cotado a R$ 1,575, leve alta de 0,06% em relação ao fechamento de R$ 1,574 da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera em leve alta de 0,13%, atingindo R$ 1,587 frente à R$ 1,585 do fechamento de terça-feira. 

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5685000.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,74 para setembro de 2011, 0,36 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.