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SÃO PAULO – Após mais uma sessão de expressiva instabilidade no mercado de câmbio, o dólar comercial registrou sua sexta queda consecutiva, acumulando no período uma desvalorização de 3,8%.
O fluxo de recursos ainda pressiona a moeda norte-americana, porém, preocupações relativas ao cenário externo, com o alto patamar do juro de longo prazo nos EUA, impediram uma queda mais acentuada nesta quinta-feira.
BC comprou dólares
O Banco Central voltou a comprar dólares quinta-feira e, segundo fontes de mercado, teria aceitado doze propostas, com taxa de corte de R$ 2,1340.
Cabe observar que o mercado opera sob compasso de espera, na expectativa da publicação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e do Relatório do Emprego norte-americano, a serem divulgados na próxima sexta-feira.
Dólar voltou a cair
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1260 na compra e R$ 2,1290
na venda, leve baixa de 0,14% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,2800, representando um ágio de 7,24%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,62% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,35%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.141,
baixa de 0,28% em relação ao fechamento
de R$ 2.147
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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,60%,
atingindo R$ 2.162 frente
à R$ 2.175 do fechamento de
quarta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,1290.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,37% para junho de 2006, alta de 0,08 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,89%, alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.