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SÃO PAULO – Depois de uma leve recuperação na sessão anterior, o dólar comercial voltou a recuar nesta quarta-feira, encerrando o dia no menor patamar em mais de quatro anos e operando na casa dos R$ 2,23, com menores expectativas de atuação do Banco Central.
Um fator que elevou o descrédito do mercado em relação a uma possível intervenção do BC no mercado de câmbio foi a opção da entidade pela não realização do leilão de swap invertido, que já não ocorre desde o início do ano.
Tendência é de queda
A entrada de recursos externos via captações, tanto governo quanto do setor privado, ou via comercial, por meio do forte desempenho da balança comercial, tem pressionado a moeda norte-americana nas últimas semanas, sendo que a ausência do Banco Central no mercado permitiu que o dólar se afastasse definitivamente da barreira dos R$ 2,30, aproximando-se dos R$ 2,20.
Para os analistas da Global Invest, um fator determinante para a interrupção da tendência de queda da divisa seria a intervenção do BC, caso contrário, a moeda deve seguir em direção aos R$ 2,20 e depois aos R$ 2,10.
Dólar fecha em forte queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2330 na compra e R$ 2,2340
na venda, forte baixa de 1,11% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,5360, representando um ágio de 13,57%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 5,26% em setembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,79%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 2.237,
forte baixa de 1,15% em relação ao fechamento
de R$ 2.263
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da última terça-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,22%,
atingindo R$ 2.263 frente
à R$ 2.291 do fechamento anterior.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,90% para novembro de 2005, com alta de 0,30 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,43%, com alta de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.