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SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a renovar seu menor patamar desde 1999 nesta sexta-feira (27), reagindo, na reta final das negociações, ao clima de leve otimismo do mercado interno.
Após ter operado na maior parte da sessão em ligeira alta, motivada pelo clima de desconfianças e incertezas na cena externa, a divisa norte-americana voltou a responder aos fundamentos internos e acompanhou o apetite ao risco no plano doméstico – que foi moderado, vale ressaltar.
Posição de estrangeiros
Segundo Sidnei Nehme, diretor da corretora de câmbio NGO, merece atenção o comportamento dos estrangeiros nas operações com contratos futuros de dólar na BM&F. O economista afirma que estes investidores vêm aumentando sua posição vendida no mercado futuro, ou seja, apostam na queda da moeda.
Contudo, Nehme acredita que a cotação da moeda não irá “derreter” por conta destas posições, pois, para ele ” o interesse parece que é o de neutralizar esta variável em R$ 1,60, pois todos sabem das conseqüências nefastas para a economia se este piso for rompido de forma consistente”.
Reservas
Também entrou em pauta a notícia de que as reservas internacionais do Brasil superaram a marca inédita de US$ 200 bilhões, nesta sexta-feira (27), o que, ao lado do clima mais ameno no mercado interno no período da tarde, ajudou a inverter a trajetória de negociações da divisa norte-americana.
Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista entre 15h18 e terminou às 15h28, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais. A taxa aceita pela autoridade monetária foi de R$ 1,6015.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5930 na compra e R$ 1,5950
na venda, baixa de 0,44% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8100, representando um ágio de 13,62%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,03% em junho, frente
à baixa de 2,10% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,19%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho estava cotado a R$ 1.595, em
baixa em relação ao ajuste
de R$ 1.602,3910
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em agosto, também operava em alta
atingindo R$ 1.620, contra
R$ 1.615,3610 do último ajuste.
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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,59550.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,65 % para setembro de 2008.