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SÃO PAULO – O dólar encerrou próximo à estabilidade nesta terça-feira (20), reagindo a forças opostas. Contudo, a divisa havia operado em alta durante quase toda a sessão, acompanhando a aversão ao risco que dominou os mercados globais.
Inflação e juro
No quadro externo, resultados corporativos decepcionantes e a deterioração no cenário inflacionário norte-americano, demonstrada pelo núcleo do PPI (Índice de preços ao Produtor), afetou o humor dos investidores. Na esfera doméstica, as prévias do IGP-M e do IPC-Fipe, ambas referentes a maio, confirmam o quadro de aceleração da inflação no Brasil.
Com os preços em alta, o Banco Central tende a elevar o ciclo de aperto monetário, o que atrairia mais investimentos estrangeiros que buscam ganhar com o diferencial entre o juro daqui e o praticado no exterior.
Esta noção impediu que o dólar desse seqüência ao avanço registrado na sessão da véspera.
Pressão de alta do real
Na avaliação de Miriam Tavares, diretora de Câmbio da corretora AGK, “no câmbio, a expectativa de aumento de ingressos financeiros, por conta do alto diferencial de juros a favor do Brasil, e comerciais, por conta do alto preço das commodities, devem compensar, pelo menos em parte, eventuais pressões negativas externas e a frustração pela não confirmação da concessão pela Fitch do segundo upgrade para o país”.
Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista, entre 15h37 e 15h47, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita ficou em R$ 1,6509.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6480 na compra e R$ 1,6500
na venda, estável em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8600, representando um ágio de 12,86%
em relação ao dólar comercial.
O
dólar acumula desvalorização de 0,78% em maio, frente
à baixa de 5,08% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,09%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho estava cotado a R$ 1.655,
em alta em relação ao ajuste
de R$ 1.654,5880
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, operava quase estável a R$ 1.667,8, frente
à R$ 1.667,0430 do ajuste anterior.
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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,6490.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,33% para julho de 2008, perda de 0,37 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.