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SÃO PAULO – Após passar a maior parte da sessão em alta, o dólar comercial fechou estável nesta terça-feira (22), voltando à menor cotação desde 1999.
Durante quase toda a sessão, a divisa norte-americana sofreu pressão por ajuste após duas baixas seguidas – e nova mínima em nove anos – ao mesmo tempo em que acompanhou o mau humor dos mercados.
Contudo, um ambiente externo menos avesso ao risco no período da tarde e a aproximação do fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que termina na quarta-feira (23), pesaram em favor da valorização do real, o que deteve maior apreciação da moeda norte-americana.
Fluxo de recursos
Segundo Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, o mercado de câmbio está refletindo nos últimos dias o ingresso de recursos no Brasil, em boa parte decorrentes da oferta da Vale. Além disso, “o mercado mantém expectativa quanto à entrada de US$ 3 bilhões da Anglo American”, que está envolvida em negócio com a MMX, adiciona o economista.
Copom
O Copom está reunido para atualizar a taxa básica de juro, o que alimenta a expectativa de maior entrada de recursos no País, em virtude do diferencial em relação ao juro praticado no exterior.
Sobre o efeito da espera pela decisão do Copom, Nehme avalia que “embora a elevação da Selic, com a magnitude que seja, estimule as operações especulativas, já que a rentabilidade das arbitragens se tornará mais exuberante ainda, não percebemos intenção do mercado em impor uma derrocada maior ao preço da moeda norte-americana, visto que poderia causar reflexos muito significativos na economia brasileira, em especial nas exportações”.
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Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de compra no mercado de câmbio à vista entre 12h38 e 12h48, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita ficou em R$ 1,5862.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5780 na compra e R$ 1,5790
na venda, estável em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,7000, representando um ágio de 7,73%
em relação ao dólar comercial.
O
dólar acumula desvalorização de 1,13% em julho, frente
à baixa de 1,9% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,09%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto estava cotado a R$ 1.583, praticamente estável em relação ao ajuste final
de R$ 1.583,1330
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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro avançava a R$ 1.594, contra R$ 1.595,1670 do último ajuste.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,57950.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,76 % para setembro de 2008, 0,05 ponto percentual abaixo do último ajuste.
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