Dólar comercial termina estável diante de influências contrastantes

Clima negativo nos mercados e diferencial de juro exercem influências opostas sobre moeda norte-americana

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SÃO PAULO – O dólar comercial operou em alta durante todo o dia, mas encerrou estável nesta quinta-feira (31), em reação a influências opostas.

A ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta quinta-feira, reforçou o tom de alerta diante do quadro inflacionário, o que levou alguns agentes do mercado a acreditarem que no próximo encontro do colegiado a Selic possa ser reajustada novamente em 75 pontos-base.

A perspectiva de uma diferença ainda maior entre o juro interno e o externo alimenta os investimentos em renda fixa no País, aumentando a oferta de dólares, o que afeta as negociações do câmbio. Diante desta possibilidade, o avanço da moeda foi contido nesta sessão.

Outros fatores a influenciarem nas negociações da divisa norte-americana foram os resultados corporativos nos EUA, assim como o PIB norte-americano, que veio abaixo do esperado. Assim, houve certa aversão ao risco por parte de investidores, diminuindo os ingressos via renda variável.

Além disso, a definição da Ptax (taxa média do mês usada para as liquidações), em dia de vencimento de contratos futuros na BM&F, ajudou a afastar o comportamento do câmbio interno dos fundamentos. Isto porque, tradicionalmente, os agentes do mercado atuam na tentativa de influenciar a definição da taxa.

Leilão do BC

O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista, entre 12h17 e 12h27, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita foi de R$ 1,5654.

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Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5600 na compra e R$ 1,5620

na venda, estável em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,7000, representando um ágio de 8,97%
em relação ao dólar comercial.
O
dólar acumula desvalorização de 2,19% em julho, frente
à baixa de 1,9% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 12,05%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto operava a R$ 1.566,5, em alta em relação ao ajuste final
de R$ 1.561,1120 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, avançava para R$ 1.576 frente à R$ 1.574,0120do último ajuste.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,56190.

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Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,83% para outubro de 2008, 0,03 ponto percentual acima do último ajuste.