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SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a fechar em recuo nesta segunda-feira (16), depois de uma leve alta na última sessão, retomando a menor cotação desde janeiro de 1999.
O relatório Focus, divulgado pela manhã, revelou que o mercado continua apostando na intensificação do aperto monetário doméstico, o que ampliaria ainda mais o diferencial de juros internos e externos.
Juro nos EUA
A tendência não deve ser interrompida nem mesmo se o Federal Reserve iniciar uma elevação da taxa básica de juro nos Estados Unidos, porque, ainda assim, o juro pago no Brasil continuaria favorecendo o investimento estrangeiro em renda fixa, avaliam analistas do mercado.
Apesar de não ter sido claro em suas últimas declarações, o presidente do Fed sinalizou a possibilidade de um aperto monetário nos EUA.
Entrada de recursos
“No câmbio, além do alto diferencial de juros a favor do Brasil, devem continuar beneficiando o real a expectativa de aumento das captações externas depois do grau de investimento obtido pelo país, de aumento de ingressos para investimentos diretos no setor produtivo e os preços das commodites exportadas pelo país em patamares elevados”, avaliou em relatório Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.
Balança comercial
Investidores também estiveram avaliando o saldo da balança comercial, que teve superávit de US$ 771 milhões na segunda semana de junho. No ano, o saldo é positivo em US$ 9,810 bilhões, um número mais de 40% inferior ao resultado de 2007 no mesmo período.
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Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista, entre 15h11 e 15h21, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita ficou em R$ 1,6258.
Confira as cotações
dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6240 na compra e R$ 1,6260
na venda, baixa de 0,61% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8300, representando um ágio de 12,68%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 0,12% em junho, frente
à baixa de 2,10% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,45%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho estava cotado a R$ 1.631,5, em
recuo em relação ao ajuste
de R$ 1.642,3430.
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da última sexta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, operava em baixa
atingindo R$ 1.645 face
à R$ 1.655,4230 do último ajuste.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,6250.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,98% para agosto de 2008, perda de 0,07 ponto percentual em relação ao último ajuste.
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