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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em queda nesta sexta-feira (11), apesar da instabilidade observada nos mercados.
No plano interno, o clima de negociações se confirmou mais ameno no período da tarde e permitiu que a moeda aprofundasse o recuo. Já na cena externa, o dia mais uma vez foi pautado por problemas do setor financeiro e nova alta do petróleo.
As preocupações com a solvência das maiores financiadoras de hipotecas norte-americanas empregaram pessimismo na sessão externa, mas comentários do presidente do Federal Reserve no fim da tarde amenizaram os humores.
Fluxo de recursos
“No câmbio local, as perspectivas de aumento do já alto diferencial dos juros a favor do Brasil, com o conseqüente aumento dos ingressos financeiros, devem continuar neutralizando parte das pressões negativas externas e internas”, avalia Miriam Tavares diretora de câmbio da corretora AGK.
Segundo a economista, o fluxo comercial e financeiro começou a ser bastante positivo na sessão da véspera, impulsionado pela operação de compra de um projeto da MMX Mineração e Metálicos pela Anglo American e pela oferta de ações da Vale, que atraiu investidores estrangeiros.
Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista de câmbio, nos últimos minutos de negociações. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação começou às 15h43 e terminou às 15h53, mas surtiu pouco efeito sobre a cotação da moeda. A taxa aceita foi de R$ 1,6014.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6000 na compra e R$ 1,6020
na venda, baixa de 0,44% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,7200, representando um ágio de 7,50%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 0,31% em julho, frente
à baixa de 1,9% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 9,80%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto estava cotado a R$ 1.608,5, em baixa em relação ao ajuste final
de R$ 1.618,0730
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em setembro, recuava para R$ 1.623 contra
R$ 1.630,2730 do último ajuste.
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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,6050.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,92 % para setembro de 2008, 0,07 ponto percentual acima do último ajuste.