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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou com a quarta desvalorização seguida nesta sexta-feira (4), após sessão em que o otimismo externo predominou.
Apesar da notícia de que 80 mil postos de trabalho foram eliminados na economia norte-americana em março, o mercado externo reagiu positivamente apoiado na perspectiva de que este dado leve o Federal Reserve a reduzir novamente a taxa de juro do país.
Somando-se a isso, o setor de commodities revelou alta de preços de matérias-primas, o que levou investidores a buscar ativos ligados a este setor. Isso favoreceu particularmente o mercado interno, que registra maior oferta de dólares.
Arbitragem x fluxo
Para o diretor da corretora de câmbio NGO, Sidnei Moura, a possibilidade de ganho com a arbitragem proporciona maior influência sobre a cotação da moeda norte-americana do que o fluxo de câmbio em si. “A moeda realinhou-se com a sua tendência natural, que é de depreciação, motivada pela alta taxa de juro do País, que possibilita inúmeras operações especulativas”.
Apesar de acreditar na tendência predominante de queda do dólar, o economista afirma que existe grande número de bancos em posição comprada no mercado futuro, o que pode limitar a queda da moeda. “Esperamos que ocorra um ponto maior de resistência quando o preço atingir R$ 1,70, pois este foi o valor no qual os bancos construíram parte substancial das suas posições”, avalia.
Leilão do BC
O Banco Central segue com as atuações diárias no mercado de câmbio. O Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) informou que a operação teve início às 12h19 e terminou às 12h29. A taxa aceita ficou em R$ 1,7081
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7080 na compra e R$ 1,7100
na venda, baixa de 0,47% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9100, representando um ágio de 11,83%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,40% em abril, frente
à alta de 3,6% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,72%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 1.718,5 queda de 0,46% em relação ao fechamento de R$ 1726,5, da quinta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou com perda de 0,46%, atingindo R$ 1.731 frente a R$ 1.739 do último fechamento.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,7095.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,09% para junho de 2008, ganho de 0,07 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.