Dólar comercial termina em baixa, mais uma vez alheio à instabilidade do mercado

Com pressões inflacionárias no Brasil, moeda norte-americana responde à noção de maior spread entre juros

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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou em sua oitava desvalorização seguida, mesmo com os mercados demonstrando instabilidade, sendo impactado principalmente pela expectativa de que o juro pago no Brasil se torne ainda maior que as taxas praticadas no exterior.

Em dia de pronunciamento do presidente do Federal Reserve, certa cautela apareceu nos mercados depois que Ben Bernanke frustrou investidores que esperavam sinais do rumo da política monetária dos Estados Unidos.

Por outro lado, bons resultados do Wal-Mart empregaram positivismo à cena externa no período da tarde.

Spread

A perspectiva de uma maior diferença entre o juro brasileiro e o das principais economias mundiais continua sendo um dos fatores de influência para o câmbio interno, principalmente nesta quinta-feira (10), quando investidores avaliam as decisões do BoE (Bank of England) e do BCE (Banco Central Europeu). Enquanto o primeiro reduziu o juro básico britânico em 0,25 ponto percentual, o BCE mais uma vez optou pela manutenção do juro básico europeu.

Mercado interno

No plano doméstico, mais um indicador demonstrou aceleração inflacionária. Desta vez foi o IPC da Fipe na primeira prévia de abril, aumentando a expectativa de elevação da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária. Dessa forma, internamente o clima é mais negativo.

Leilão do BC

Na reta final de negociações, o Banco Central interveio no mercado de câmbio com leilão de compra de dólares. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação teve início às 15h29 e terminou às 15h39. A taxa aceita ficou em R$ 1,6820.

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Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6840 na compra e R$ 1,6860

na venda, baixa de 0,18% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 11,71%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 3,8% em abril, frente
à alta de 3,6% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,1%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 1.691,5 queda de 0,30% em relação ao fechamento de R$ 1.696,5 da quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou com perda de 0,23%, atingindo R$1.703 frente a R$ 1.707 do último fechamento.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,6840.

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Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,03% para junho de 2008, perda de 0,02 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.