Dólar comercial termina em avanço, alheio a movimento dos mercados

Projeções de déficit cada vez mais profundo na conta corrente do País afetam perspectiva de valorização contínua do real

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SÃO PAULO – O dólar comercial terminou em alta nesta segunda-feira (19), sucumbindo às previsões de que as contas externas nacionais irão se deteriorar. A divisa também se acomodou por conta do movimento de ajuste, após ter atingido a menor cotação desde 1999, na sexta-feira.

O relatório Focus, divulgado nesta manhã, apontou que a mediana das expectativas de agentes do mercado aposta em déficit na conta corrente do País em US$ 20 bilhões. A noção de que haverá menor entrada de dólares via comércio exterior de bens e serviços se sobrepôs ao otimismo do mercado interno, que segue operando em patamar recorde.

Além disso, dados da balança comercial referentes à semana passada confirmam a tendência de recuo nas exportações.

Recuo nas exportações

De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), de janeiro até a terceira semana de maio, período que teve 93 dias úteis, a média diária das exportações foi de US$ 685,0 milhões, valor 18,3% maior que o registrado no mesmo intervalo do ano passado, que teve 95 dias úteis. Ainda de acordo com dados do MDIC, as importações quase triplicaram desde 2003.

Leilão do BC

O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado á vista, entre 11h17 e 11h27, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita foi de R$ 1,6468.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6480 na compra e R$ 1,6500

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na venda, alta de 0,49% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 14,08%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,78% em maio, frente
à baixa de 5,08% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,09%.

Dólar futuro na BM&F

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho estava cotado a R$ 1.654,
em alta em relação ao ajuste
de R$ 1.646,6570 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, operava em leve avanço, atingindo R$ 1.660,00 frente
à R$ 1.658,8420 do ajuste anterior.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,648990.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,48% para julho de 2008, perda de 0,17 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.

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