Dólar comercial termina em alta, pressionado por ajuste após mínima da véspera

Alheia ao clima de otimismo que dominou os mercados no período da tarde, moeda norte-americana fecha em avanço

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SÃO PAULO – Mesmo diante da melhora nos mercados internacionais, o dólar comercial sofreu pressões por ajuste e fechou em alta nesta sessão.

Após voltar a renovar a mínima desde 1999 na véspera, a moeda norte-americana operou em avanço na maior parte do dia. Além disso, o câmbio refletiu a informação de que no acumulado de julho o mercado interno sofreu saídas de recursos.

Até o último dia 11, o fluxo cambial acumulou saldo negativo de US$ 822 milhões, segundo divulgou o Banco Central, nesta quarta-feira (16). No acumulado do ano, o fluxo cambial está positivo em US$ 14,106 bilhões, contra US$ 52,162 bilhões do mesmo período no ano passado.

Bernanke

Ao contrário de seus últimos pronunciamentos, nesta tarde, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, fez discurso focando na preocupação com o cenário inflacionário dos Estados Unidos.

Também nesta sessão, foi divulgado o índice de preços ao consumidor, que registrou aceleração acima da prevista em junho.

A agenda econômica norte-americana ainda contou com a publicação da minuta da última reunião do FED, realizada em 25 de junho. O documento veio dividido entre temores acerca das pressões inflacionárias e do crescimento econômico dos EUA, embora não tenha se comprometido com alterações no juro básico no curto prazo.

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Leilão do BC

O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista, no meio da sessão. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) a operação começou às 12h03 e terminou às 12h13, mas surtiu pouco efeito sobre a cotação da moeda. A taxa aceita foi de R$ 1,5969.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5950 na compra e R$ 1,5970

na venda, alta de 0,44% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,7300, representando um ágio de 8,46%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,01% em julho, frente
à baixa de 1,9% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,07%.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto estava cotado a R$ 1.602, em alta em relação ao ajuste final
de R$ 1.594,2300

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da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro avançava a R$ 1.613 contra
1.606,5040 do último ajuste.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,59550.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,73 % para setembro de 2008, 0,06 ponto percentual acima do último ajuste.

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