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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) em avanço frente ao real, após sessão movimentada pelas incertezas quanto à economia norte-americana e pela perspectiva de que o aperto monetário no Brasil será promovido em curto prazo.
Internamente, o fraco desempenho de blue chips afastou investidores, dado o recuo nos preços internacionais de commodities. Apoiado também pela desvalorização das matérias-primas, o dólar encontrou espaço para ajustar-se às últimas quedas.
Ata do Copom
A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) confirmou a intenção de seguir com aumentos na taxa Selic. Entretanto, o documento apontou, como já era esperado pelo mercado, que grande parte da alta planejada já foi realizada, diminuindo expectativas em torno de um ciclo mais alongado.
Cenário externo
Os negócios desta quinta-feira foram afetados pela instabilidade em Wall Street, onde indicadores contrastantes abalaram a confiança de investidores. No cenário corporativo, os dados não são menos destoantes e somaram-se para que os mercados apresentem volatilidade nesta sessão.
Na pauta de indicadores norte-americanos, as encomendas de bens duráveis e as vendas de residências novas vieram piores que o esperado; já os pedidos por auxílio-desemprego forma menores que o previsto.
Ofuscando o prejuízo trimestral reportado pelo Credit Suisse, a Merrill Lynch anunciou que possui caixa suficiente para manter intacta sua política de dividendos.
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Exportação de arroz
O anúncio da interrupção temporária das exportações de arroz do estoque regulador público também é um fator de influência para o câmbio nesta jornada, uma vez que o mercado entende que, em um momento no qual a balança comercial já sinaliza menores superávits, a medida corrobora a perspectiva de menor entrada de dólares.
Porém, para Sidnei Nehme, diretor da corretora de câmbio NGO, “a decisão brasileira no caso do arroz é simplesmente emblemática, pois exportamos somente algo como 5% das 12 milhões de toneladas que produzimos”.
Leilão do BC
O Banco Central continua com as intervenções diárias no mercado de câmbio e realizou leilão de compra de dólares no segmento à vista. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação teve início às 15h35 e terminou às 15h45. A taxa aceita ficou em R$ 1,6688.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6690 na compra e R$ 1,6710
na venda, alta de 0,72% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8600, representando um ágio de 11,44%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 4,62% em abril, frente
à alta de 3,6% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,91%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 1.672,
alta de 0,66% em relação ao fechamento
de R$ 1.661
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou com ganho de 0,66%,
atingindo R$ 1.683 frente
à R$ 1.671,9 do fechamento de
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ontem.