Dólar comercial sofre pressão por ajuste e encerra a sessão em alta

Câmbio é influenciado por desvalorização das commodities e espera por Copom, alheio a clima ameno dos mercados

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SÃO PAULO – Alheio ao clima ameno dos mercados, o dólar comercial operou em alta durante toda a sessão nesta quarta-feira (23). A divisa norte-americana sofreu pressão por ajuste e terminou o pregão em leve avanço em relação ao fechamento da véspera. Também influiu no câmbio interno a valorização da moeda em âmbito mundial, em dia de correção para baixo nos preços das commodities.

A amplitude da alta, no entanto, foi contida pelo fluxo de recursos no mercado interno, sustentado principalmente pelo viés positivo da cena externa. Os bons números divulgados pelo setor corporativo internacional e a publicação do Livro Bege, compêndio econômico do Federal Reserve, que não trouxe surpresas, ajudaram a manter o bom humor de investidores.

O Copom (Comitê de Política Monetária) deve anunciar a atualização da taxa Selic nas próximas horas. Analistas esperam um aumento entre 0,50 e 0,75 ponto percentual. A elevação da taxa de juro contribui para manter o País atrativo aos investimentos estrangeiros que procuram ganhos com arbitragem, tipo de operação que tem motivado o aumento de oferta de dólares e sua conseqüente desvalorização.

Leilão do BC

O Banco Central (BC) realizou leilão de compra no mercado de câmbio à vista entre 12h13 e 12h23, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita ficou em R$ 1,5885.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5820 na compra e R$ 1,5840

na venda, alta de 0,32% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,7000, representando um ágio de 7,46%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,81% em julho, frente
à baixa de 1,9% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,81%.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto estava cotado a R$ 1.587, em alta em relação ao ajuste final
de R$ 1.582,3310

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da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro avançava a R$ 1.599, contra R$ 1.594,4470 do último ajuste.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,58310.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,75 % para setembro de 2008, 0,01 ponto percentual abaixo do último ajuste.

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