Dólar comercial sofre ajuste após forte alta da véspera e encerra em baixa de 0,71%

Fluxo cambial, reunião do Copom e Livro Bege são destaques do dia; Lula não descarta novas intervenções por parte do governo

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SÃO PAULO –  Ajustando parte da forte valorização da terça-feira – quando subiu 1,26% em repercussão ao novo aumento do IOF -, o dólar comercial encerrou esta quarta-feira (20) em baixa de 0,71%, cotado a R$ 1,675 na venda.

Os investidores aguardam para o começo da noite a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa básica de juro brasileira, atualmente em 10,75% ao ano. Com o consenso de manutenção, os analistas de mercado esperam o comunicado oficial da reunião, que também não deve trazer maiores novidades.

Nesta sessão, o Banco Central divulgou o fluxo cambial acumulado nos primeiros dez dias úteis de outubro. Segundo o documento, houve superávit de US$ 2,391 bilhões, resultado de um saldo comercial deficitário de US$ 694 milhões e um fluxo financeiro positivo de US$ 3,084 bilhões.

Além disso, o BC manteve sua rotina de atuações diárias no mercado à vista e realizou dois leilões de compra de dólares. No primeiro, entre 12h25 e 12h30, foi imposta taxa de corte em R$ 1,6772, enquanto no segundo leilão, por volta de 16h10, a autoridade comprou dólares com taxa de corte em R$ 1,6747.

Para finalizar, o Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira que concedeu mandato para a reabertura da emissão de bônus da República denominado em reais, com vencimento em janeiro de 2028. Os títulos serão emitidos nos mercados norte-americano e europeu, sendo que o Tesouro Nacional poderá dar seguimento à emissão também na Ásia.

Novas intervenções?
Reiterando o discurso de Guido Mantega e Henrique Meirelles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo tomará todas as medidas necessárias para frear o ritmo de valorização do real frente ao dólar.

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Sobre o novo aumento do IOF, o presidente elogiou a medida e deixou bem claras as intenções do governo – “Nós tomaremos tantas medidas quanto necessárias para que o real não se valorize muito em relação ao dólar”.

Livro Bege
Nesta tarde, o Federal Reserve divulgou o Livro Bege, que traz as impressões do colegiado quanto ao ritmo de crescimento da economia norte-americana. Segundo o documento, os EUA estão crescendo com dificuldades e os empregadores estão relutantes em contratar ou investir devido às incertezas em relação ao desenvolvimento econômico. Além disso, o colegiado destaca que não há pressão inflacionária.

Dólar a R$ 1,675
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6730 na compra e R$ 1,6750 na venda, baixa de 0,71% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,00% em outubro, frente à baixa de 3,70% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,80%.

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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro  encerrou o dia cotado a R$ 1.679, baixa de 0,50% em relação ao fechamento de R$ 1.687 da última terça-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,53%, atingindo R$ 1.688 frente à R$ 1.697 do fechamento de ontem.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6743000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,39 para dezembro de 2010, alta de 8,6% frente ao fechamento anterior.