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SÃO PAULO – Diante de referências desfavoráveis na pauta econômica de Estados Unidos e China, o dólar comercial conseguiu se manter no campo positivo – após começar o dia no vermelho – e conheceu sua segunda sessão seguida de valorização. Com alta de 0,45%, a moeda fechou esta quinta-feira (15) cotada a R$ 1,772 na venda.
Apesar do bom resultado trimestral do JPMorgan Chase, o crescimento aquém do esperado da atividade chinesa e indicadores econômicos desfavoráveis da agenda norte-americana mantiveram os investidores apreensivos nesta sessão, contribuindo para a apreciação do dólar, que acaba ganhando visibilidade como investimento em situações de incertezas na economia global, tendo em vista seu caráter mais conservador.
Nos instantes finais de negociação, o Banco Central do Brasil voltou a intervir no câmbio, ao realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação, realizada entre as 15h54 e as 16h04 (horário de Brasília) contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7694.
Referências econômicas
Tendo grande contribuição para o rumo dos negócios nesta quinta-feira, a agenda chinesa mostrou que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 10,3% no segundo trimestre do ano, abaixo dos 10,5% esperados pelo mercado. Ainda por lá, a produção de aço bruto em junho atingiu seu menor nível em quatro meses, aumentando ainda mais o receio dos investidores diante do ritmo da economia chinesa.
Se na China a pauta econômica não trouxe bons indicadores, nos EUA não foi diferente. A atividade industrial de Nova York recuou de 19,57 pontos para 5,08 pontos em julho, desempenho bem pior do que o esperado – os analistas acreditavam em uma queda para 18 pontos. Na mesma linha, o índice de preços ao produtor recuou 0,5% em junho, enquanto as projeções esperavam retração de 0,1%. Contrabalanceando esses dados, o Initial Claims mostrou que o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu para 429 mil na última semana, enquanto as estimativas giravam em torno de 450 pedidos.
Dólar a R$ 1,772
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7700 na compra e R$ 1,7720 na venda, alta de 0,45% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,77% em julho, frente à baixa de 0,93% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,77%.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 1.776, alta em relação ao fechamento de R$ 1.767 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em alta, atingindo R$ 1.788 frente à R$ 1.779 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7721000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,25 para setembro de 2010, 0,13 ponto percentual acima do que registrado no fechamento anterior.