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SÃO PAULO – Após iniciar o dia em alta e beirar o campo negativo durante a tarde, o dólar comercial reconsolidou sua trajetória positiva no final desta terça-feira (1), fechando em valorização pela segunda sessão consecutiva, sendo cotado na venda a R$ 1,839 – forte alta de 0,99%.
Em meio a indicadores favoráveis da economia norte-americana e outros não tão bons na Europa e na Ásia, o dia foi de instabilidade nos mercados, com as principais bolsas internacionais alternando entre perdas e ganhos ao longo do intraday. Esse cenário incerto contribui para a fuga dos investimentos em ativos mais arriscados para outros com caráter mais defensivo, como é o caso do dólar.
Acompanhando essa maior aversão ao risco dos investidores, a divisa norte-americana também mostrou apreciação diante de outras importantes moedas do mundo, como o euro e o franco suíço.
Compra de dólares e balança comercial
Contribuindo para o fortalecimento da trajetória do dólar durante a tarde, o Banco Central realizou mais um leilão de compra da moeda no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 12h34 e as 12h44 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,8222.
Ainda no front doméstico, a balança comercial atingiu em maio seu maior saldo positivo do ano. Durante o mês, as exportações atingiram US$ 17,072 bilhões, ao passo que as importações chegaram a US$ 14,259 bilhões, resultando em um superávit de US$ 3,443 bilhões. Dessa forma, o montante acumulado no ano avançou para US$ 5,617 bilhões.
Vale mencionar ainda que o governo anunciou a elevação da meta para exportações em 2010, que passou de US$ 168 bilhões para US$ 180 bilhões. Segundo o secretário do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, esse aumento reflete os bons resultados obtidos até o mesmo de maio – no acumulado do ano, o total exportado pelo Brasil no ano já chega a US$ 72,093 bilhões.
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Indicadores divergentes
Já no âmbito externo, a instabilidade prevaleceu nesta terça-feira. Nos EUA, os gastos com construção civil subiram 2,7% em abril, bem acima da alta de 0,1% esperada pelo mercado. No mesmo sentido, o ISM Index, que mede o nível de atividade industrial do país, atingiu 59,7 pontos, superando os 59,4 pontos previstos.
Contrabalanceando os números da agenda norte-americana, a taxa de desemprego da Zona do Euro marcou seu maior nível em 12 anos no mês de abril, enquanto que a atividade manufatureira recuou na passagem de abril para maio. Na China, o PMI (Purshasing Managers’ Index) também caiu, passando de 55,7 pontos em março para 53,9 pontos em abril, abaixo do estimado por analistas.
Dólar a R$ 1,839
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8370 na compra e R$ 1,8390 na venda, forte alta de 0,99% em relação ao fechamento anterior. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 5,62%.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho encerrou o dia cotado a R$ 1.852, forte alta em relação ao fechamento de R$ 1.832 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em forte alta, atingindo R$ 1.860 frente à R$ 1.817 do fechamento de segunda-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8292000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,42 para agosto de 2010, 0,02 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.