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SÃO PAULO – O nervosismo observado nas últimas sessões seguiu forte nesta quinta-feira (15), prejudicando o desempenho dos principais mercados globais, incluindo o brasileiro. Em resposta, o dólar comercial fechou em sua quarta alta consecutiva.
O forte movimento de aversão ao risco dos investidores penalizou também as principais divisas de referência internacional, como euro e libra esterlina, que caíram frente a moeda dos EUA nesta sessão.
Por aqui, observando a continuidade da escalada da divisa norte-americana, o Banco Central resolveu intervir no mercado de câmbio mais uma vez. Um leilão de dólares no mercado à vista foi realizado, na tentativa de equilibrar as cotações. A taxa de corte para a venda da moeda ficou em R$ 2,374.
Com os temores referentes à saúde econômica global potencializados, as commodities voltam a sofrer queda expressiva, na perspectiva de desaquecimento mundial e menor demanda. A baixa observada aumenta as preocupações acerca da balança comercial brasileira, muito dependente de matérias-primas.
Cenário externo
O mal-estar do dia teve início em torno do setor financeiro, que recebeu a notícia de que o Bank of America precisaria de um novo aporte do Tesouro dos EUA para completar a aquisição da Merrill Lynch.
Os indicadores referentes à economia norte-americana também não colaboraram. Apesar de o nível de atividade industrial na região da Filadélfia ter vindo melhor que o esperado, o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana aumentou o alarme entre os investidores.
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Na Europa, o BCE (Banco Central Europeu) deliberou por nova flexibilização na política monetária da zona do Euro e reduziu a taxa básica de juro para 2% ao ano – o nível mais baixo já registrado.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3860 na compra e R$ 2,3880 na venda, forte alta de 1,79% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,5000, representando um ágio de 4,78% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 2,18% em janeiro, frente à alta de 0,73% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,18%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro encerrou o dia cotado a R$ 2.391, alta de 0,70% em relação ao fechamento de R$ 2.374 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em forte alta de 2,02%, atingindo R$ 2.430 frente à R$ 2.382 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,3800.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,00% para março de 2009, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.