Dólar comercial sobe mais de 1% e acumula sua quarta valorização consecutiva

Cautela trazida pela reunião do Copom e manutenção do ritmo de intervenções do BC impulsionaram a moeda

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SÃO PAULO – Com o mercado atento à manutenção do ritmo de intervenções do Banco Central, o dólar comercial fechou em alta nesta quarta-feira (18), acumulando a sua quarta valorização consecutiva.

A espera pela decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) trouxe cautela ao mercado, que projeta uma queda de 75 pontos base na Selic, para 17,25% ao ano. A redução do juro interno diminui a atratividade dos ativos em moeda nacional e, conseqüentemente, eleva a demanda por dólares.

BC mantém ritmo de atuações

Marcando sua presença diária no mercado de câmbio, o Banco Central realizou o vigésimo nono leilão de swap cambial reverso consecutivo e vendeu 97% do total de 8.800 contratos ofertados. O volume financeiro foi de US$ 402,24 milhões.

O banco também comprou dólares no mercado à vista e, segundo operadores de mercado, teria aceitado 8 propostas, com corte a R$ 2,3230.

Dólar encerra em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3230 na compra e R$ 2,3260

na venda, forte alta de 1,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,5000, representando um ágio de 7,62%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,13% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,13%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.332,
alta de 0,43% em relação ao fechamento
de R$ 2.322

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da última terça-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em alta de 0,64%,
atingindo R$ 2.349 frente
à R$ 2.334 do fechamento de

ontem.
Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,59% para março de 2006. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,62%, queda de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.