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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém a alta iniciada na abertura da sessão desta sexta-feira (8), em meio às tensões em relação aos efeitos de uma possível recessão nos EUA em países emergentes.
As incertezas sobre o desempenho da economia mundial em face à crise nos mercados financeiros e o temor de que a economia norte-americana já enfrente uma recessão pressionam a cotação da moeda brasileira.
Indústria forte
Contudo, a recuperação nos mercados de capitais pode diminuir as tensões no câmbio ao longo do dia, assim como os dados sobre produção industrial no Brasil – mais favoráveis desde 2004 – e a desaceleração dos indicadores de inflação.
Segundo a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, com a expectativa de alta nos preços de commodities importantes para o Brasil, como soja e minério de ferro, e o grande diferencial entre juro interno e externo, os impactos negativos provenientes do exterior devem ser minimizados.
Confira as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7660 na compra e R$ 1,7680 na venda, alta de 0,45% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0000 na venda, representando um ágio de 13,25% em relação ao dólar comercial.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março está sendo cotado a R$ 1.776,
alta de 0,62% em relação ao fechamento
de R$ 1.765
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera
em alta de 0,45%,
atingindo R$ 1.783 frente
a R$ 1.775 do fechamento de quinta-feira.