Dólar comercial sobe, com temor de pressão inflacionária sobre o Fed

Inflação nos EUA pode reduzir espaço para novo corte do juro básico; fusão e privatização amenizam tensões

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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém movimento ascendente nesta quarta-feira (20), impactado por pressões externas relativas à inflação nos EUA e noticiário corporativo agitado.

Investidores reagiram desfavoravelmente à inflação registrada pelo índice de preços ao consumidor nos EUA em janeiro, acima do esperado por analistas. A aceleração da inflação pode restringir o espaço do Federal Reserve para flexibilizar a política monetária.

Ademais, continua a espera pela minuta da última reunião da autoridade monetária norte-americana, que pode dar pistas sobre os próximos passos da instituição. Investidores repercutem ainda as notícias sobre atrasos em reembolsos da KKR Financial Holdings, grande investidora em private equity.

Internamente, as notícias de uma possível fusão entre Bovespa e BM&F, assim como a definição do preço mínimo para o leilão da Cesp, ajudam a amenizar o nervosismo externo.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7350 na compra e R$ 1,7370 na venda, alta de 0,23% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,9600 na venda, representando um ágio de 12,97% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março está sendo cotado a R$ 1.740,
alta de 0,29% em relação ao fechamento
de R$ 1.735
da última terça-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera
em alta de 0,34%,
atingindo R$ 1.749 frente
a R$ 1.743 do fechamento de terça-feira.