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SÃO PAULO – O dólar comercial registra trajetória positiva, cotado a R$ 1,6200 na venda, alta de 0,19%. Nesta sexta-feira (20), a agenda de indicadores econômicos norte-americanos é escassa, e os investidores devem repercutir principalmente o resultado de maio do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Com a variação desta sexta, a moeda norte-americana registra alta de 2,99% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 2,77% desde o início do ano.
Segundo os consultores da LCA, a tendência para o mercado de câmbio nesta sessão é de queda, “revertendo a ampla depreciação do real no pregão de ontem e refletindo uma retomada do fluxo”. Na véspera, a moeda norte-americana terminou os negócios com alta de 0,31%, cotada a R$ 1,617 na venda.
Inflação no Brasil
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta manhã o resultado de maio do IPCA-15, índice que serve como prévia para a inflação oficial do governo. No período, o índice registrou taxa de 0,70%, 0,07 ponto percentual menor do que a apurada em abril.
Com o resultado de maio, o índice já acumula um avanço de 3,86% neste ano e de 6,51% no acumulado dos últimos 12 meses. Desta forma, a despeito da queda no ritmo de elevação dos preços na passagem mensal, a pressão inflacionária na economia continua forte.
Assim, as perspectivas de novos aumentos da taxa básica de juro ganham mais força. Uma nova alta na Selic reforça o diferencial de juro brasileiro, o que pode aumentar a atratividade do país para o investidor estrangeiro. Desta forma, a demanda pelo real ganharia novo impulso, apreciando a moeda doméstica.
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Riscos e mercados internacionais
Por outro lado, a percepção de risco dos investidores pode fazer com que o dólar siga ganhando impulso. Os mais recentes indicadores econômicos norte-americanos não empolgaram, e a situação na Europa continua crítica. Desta forma, com maior aversão ao risco, a atratividade do Brasil pode diminuir.
Nos mercados internacionais, há poucos instantes, o euro registrava queda de 0,38% em relação ao dólar, cotado a US$ 1,4252. Ao mesmo tempo a moeda norte-americana ganhava espaço na comparação com o iene, cotada a ¥ 81,73, alta de 0,10%.