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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou a quarta-feira (25) em alta de 0,31%, cotado a R$ 1,629 na venda. Apesar da volatilidade vista nas principais bolsas do mundo, a moeda norte-americana manteve-se apreciada em relação ao dólar durante todo o dia. A agenda de indicadores norte-americanos, os desdobramentos da crise fiscal europeia agitaram o noticiário externo. Por aqui, fluxo cambial, compras de dólares do Banco Central e mudanças na metodologia da Ptax ficaram em foco.
O BC continuou a comprar dólares através por meio de leilões no mercado à vista, tendo realizado uma operação entre as 15h41 (horário de Brasília) e às 15h46, com com taxa de corte aceita em R$ 1,6298. Através desses leilões, o BC acumulava compras de US$ 3,669 no mês de maio até a última sexta-feira, inflando as reservas internacionais para o montante de US$ 330,829 bilhões.
O BaCen revelou ainda que o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em abril de 2011 foi superavitário em US$ 6,811 bilhões, enquanto, no mesmo período de 2010, a conta registrara um saldo positivo de US$ 3,493 bilhões. Além disso, ele mostrou também que o fluxo cambial acumulado nas três primeiras semanas de maio ficou positivo em US$ 8,267 bilhões.
Por fim, o Banco Central divulgou a Circular 3.537 referente às novas regras para a Ptax (taxa que referencia os contratos futuros na BM&F), anunciadas em setembro do ano passado, alterando o prazo que os dealers terão para responder as consultas feitas pelo BC, de 20 para 10 minutos. No documento emitido ano passado, ficou definido que o cálcula da Ptax passaria a adotar a media aritmética ao invés da média ponderada das negociações.
Referências externas
A agenda econômica do dia teve como destaque o Durable Good Orders, que mede a número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana, exibindo recuo de 3,6% no mês de abril, frente à projeção de queda de 2,0%. Já os estoques de petróleo daquele país avançaram 0,2%, na terceira semana de maio, alcançando 370,9 milhões de barris.
Os investidores também repercutiram a candidatura de ministra de finanças da França, Christine Lagarde, para o cargo de diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), antes ocupado por Dominique Strauss-Kahn. Além disso, autoridades da Zona do Euro deram declarações afastando a possibilidade de uma reestruturação total da dívida da Grécia, defendendo apenas o prolongamento dos prazos dos títulos.
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Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6270 na compra e R$ 1,6290 na venda, alta de 0,31% em relação ao fechamento anterior.Com esta alta, o dólar acumula valorização de 3,56% em maio, frente à baixa de 3,56% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,23%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho segue o dia cotado a R$ 1,631, alta de 0,25% em relação ao fechamento de R$ 1,627 da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em alta de 0,27%, atingindo R$ 1,642 frente à R$ 1,637 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6279000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,92 para julho de 2011, 0,08 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.