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SÃO PAULO – O dólar comercial segue operando em queda nesta sexta-feira e registra baixa de 0,14%, cotado a R$ 3,444 na compra e R$ 3,450
na venda. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
3,319, representando um deságio de 3,63%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 14,66% em setembro, frente
a baixa de 13,41% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 49,03%.
Mercado aguarda pesquisa e leilão de swaps
O mercado aguarda a divulgação de pesquisas eleitorais já que, nesta sexta-feira, o Instituto Ibope deve anunciar o resultado de novo levantamento, encomendado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). No final de semana, está prevista a publicação de outra pesquisa, elaborada pelo Instituto Datafolha.
Além disso, o mercado segue atento ao início da rolagem de US$ 1,516 bilhão em títulos cambiais que vencem no próximo dia 25. Para isso, o Banco Central ofertará 13,2 mil contratos de swap cambial, sendo 6,5 mil com vencimento em 2 de dezembro e mais 6,7 mil para 2 de janeiro de 2003.
BC reduz rolagem de títulos cambiais
Na última quinta-feira, o Banco Central anunciou que não irá rolar todos seus passivos atrelados à variação cambial que vencem até o final de outubro, devido à falta de interesse por hedge, frente à depreciada taxa de câmbio, e os elevados prêmios pedidos pelo mercado. Com isso, o BC pretende reduzir o percentual da dívida pública mobiliária brasileira atrelada à variação cambial que, ao final de agosto, atingiu 34,98% entre títulos e contratos de swap cambial.
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Assim, não irá rolar os US$ 150 milhões que vencem hoje e trocará no máximo 50% dos US$ 1,516 bilhão com vencimento em 25 de setembro e até 70% dos US$ 1,251 bilhão que vencem em outubro, sendo que esses patamares correspondem apenas ao principal da dívida.
Se por um lado a medida foi positiva sobre o cupom cambial, por outro a diminuição dos títulos cambiais no mercado e o conseqüente aumento de reais na praça pode abrir espaço para maior grau de especulação sobre o dólar à vista. Porém, o secretário adjunto do Tesouro Nacional, Rubens Sardenberg, ponderou que a medida não terá efeitos sobre o dólar spot, pois acredita que a moeda norte-americana está pressionada pela escassez de divisas no mercado para que empresas paguem compromissos de dívida externa.
Finalmente, Sardenberg afirmou que a manutenção da taxa de câmbio em patamares tão elevados diminui a demanda por hedge e que o fato de o cupom cambial estar bastante alto, acima de 40% no curto prazo, pode sinalizar justamente que o mercado acredita que o dólar irá recuar e, por isso, pede taxas elevadas para compensar a possível apreciação cambial.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
opera cotado a R$ 3.428,
leve alta de 0,03% em relação ao fechamento
de R$ 3.427
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera em alta de 0,24%,
atingindo R$ 3.354 frente
a R$ 3.346 do fechamento de
ontem.